EUA só decidirão sobre Afeganistão após crise eleitoral

O chefe de gabinete do governo da Barack Obama, Rahm Emanuel, alertou que uma decisão sobre o envio de mais soldados norte-americanos para combater insurgentes liderados pelo grupo islâmico Taleban no Afeganistão só será tomada depois que a crise eleitoral do país for resolvida e que um governo confiável for instaurado em Cabul. Neste domingo, a oposição fez novas críticas ao presidente afegão, Hamid Karzai.

AE-AP, Agencia Estado

18 de outubro de 2009 | 18h37

A oposição acusou Karzai de adiar a divulgação do resultado de uma investigação apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a eleição presidencial realizada em agosto e de pressionar autoridades eleitorais e declararem que ele venceu o pleito. Cresce a pressão internacional para que Karzai concorde com uma nova eleição se a investigação provar que ele não conseguiu obter a maioria dos votos.

Resultados preliminares indicaram que Karzai ganhou as eleições com mais de 54% dos votos, mas se a Comissão de Queixas Eleitorais invalidar uma certa quantidade de votos, Karzai será forçado a enfrentar uma nova disputa com Abdullah Abdullah. A Comissão finalizou a investigação na semana passada, mas o anúncio do resultado foi repetidamente adiado porque a Comissão Eleitoral Independente, influenciada por Karzai, questionou a metodologia e as fórmulas estatísticas usadas.

Emanuel afirmou que a principal questão que o presidente Obama enfrenta não é quantos soldados estão lutando no Afeganistão, "mas sim se, de fato, há um parceiro afegão". Em entrevistas neste domingo, o chefe de gabinete expressou repetidamente dúvidas sobre se o governo de Cabul é um parceiro confiável para os EUA.

Em visita a Cabul, o senador John Kerry, presidente do Comitê de Relações Externas do Senado dos EUA, afirmou que Obama deveria esperar até que o processo eleitoral afegão se torne mais claro antes de decidir se aceita as recomendações do comandante das tropas, general Stanley McChrystal, para o envio de mais milhares de soldados. As informações são da Associated Press.

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