Mario Tama/Getty Images/AFP
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EUA superam a marca das 250 mil mortes por coronavírus, diz universidade 

País, que totaliza agora 250.029 óbitos pelo novo coronavírus, detém de longe o maior registro nacional de mortos pela doença, à frente de Brasil, Índia e México  

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2020 | 20h06
Atualizado 18 de novembro de 2020 | 20h45

WASHINGTON - Os Estados Unidos ultrapassaram nesta quarta-feira, 18, um marco sombrio ao superar 250 mil mortos por covid-19 desde o início da pandemia, segundo contagem da Universidade Johns Hopkins. O número de contágios aumentou significativamente nas últimas semanas e espera-se que ele continue a subir vertiginosamente. 

O país, que totaliza agora 250.029 óbitos pelo novo coronavírus, detém de longe o maior registro nacional de mortos pela doença, à frente de Brasil, Índia e México.  

Os especialistas preveem que o país poderá em breve relatar 2 mil mortes por dia ou mais, igualando ou ultrapassando o pico da primavera (norte), e que mais 100 mil a 200 mil americanos poderão morrer nos próximos meses, segundo o New York Times.

A marca é maior do que o número de mortes de militares americanos em todos os conflitos desde a Guerra da Coreia, bem como aquelas registradas durante a Guerra Civil dos EUA.

A contagem, antes impensável, segue uma série de registros alarmantes em todo o país, à medida que o número de novos casos e infecções graves continua a disparar. 

O número de hospitalizações por coronavírus ultrapassou 76 mil na terça-feira, o maior número desde o início da pandemia. Também na terça-feira, quase 160 mil americanos testaram positivo para o vírus e pelo menos 1.707 mortes foram confirmadas, o maior número de mortes diárias desde 14 de maio.

Segundo o New York Times, o quão ruim a situação no país ficará vai depender de vários fatores, incluindo como as medidas preventivas serão seguidas e quando uma vacina será finalmente ofertada.

Em março, quando o vírus ainda era relativamente novo e limitado principalmente a alguns bolsões significativos como Nova York, Anthony S. Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas do país, previu que poderia matar até 240 mil americanos. O país passou essa marca, sem um fim para a pandemia à vista.

Desde o início, medidas preventivas como o uso de máscaras foram apanhadas por uma divisão política, e esse é o caso até hoje, já que a administração Trump resiste a iniciar uma transição de poder para o presidente eleito Joe Biden e cooperar em um estratégia pandêmica.

Novas vacinas podem começar a ter um impacto no próximo ano, disseram os especialistas, e por enquanto, os avanços no tratamento da doença, bem como a infecção de uma população mais jovem, significam que muito menos pessoas que são admitidas em hospitais estão morrendo. As infecções também estão sendo diagnosticadas mais cedo, o que ajuda a combatê-las.

O dia mais mortal da pandemia nos EUA foi 15 de abril, quando o número diário de vítimas relatado atingiu 2.752.

Vacinas dão esperança

Devido ao aumento de casos, a cidade de Nova York voltará a fechar as escolas públicas esta semana e voltou a impor algumas restrições a bares e restaurantes.

Duas candidatas a vacinas tiveram um bom desempenho em testes recentemente, gerando esperanças para os EUA e o restante do mundo.

O novo coronavírus matou mais de 1.343.000 pessoas no planeta desde que a doença emergiu na China, em dezembro passado, segundo uma contagem de fontes oficiais, compilada pela France Presse.

Biden tem pedido aos americanos que usem máscaras e façam distanciamento social até que uma vacina esteja amplamente disponível./AFP e NYT

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