AP Photo/Ahn Young-joon
AP Photo/Ahn Young-joon

EUA suspendem manobras militares de agosto na Península Coreana

Decisão foi tomada após a histórica cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un

O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2018 | 00h38

WASHINGTON - Os Estados Unidos suspenderam as manobras militares que realizaria em agosto na Península Coreana, anunciou nesta segunda-feira a porta-voz do Pentágono, Dana White, em comunicado.

"Em coerência com o compromisso do presidente (Donald) Trump e em acordo com o aliado da República da Coreia (Coreia do Sul), as Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam todo o planejamento para o 'jogo de guerra' defensivo de agosto", disse White.

Os exercícios militares, chamados de Guardião da Liberdade, são realizados anualmente por Washington e Seul "para melhorar a preparação" de suas forças, "proteger a região e manter a estabilidade da península" e têm caráter defensivo, segundo os dois governos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse após sua histórica reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que ia acabar com os exercícios, que Pyongyang considera um ensaio de invasão.

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Em 2017, as manobras aconteceram de 21 a 31 de agosto e tiveram a participação de 17,5 mil militares americanos, 3 mil deles de fora das bases do país na Coreia do Sul.

Além de EUA e Coreia do Sul, participaram Colômbia, Dinamarca, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Holanda, todos eles integrantes da coalizão liderada por Washington e Seul na guerra da Coreia (1950-1953).

Embora a Coreia do Norte sempre encare as manobras como uma "provocação", segundo os Estados Unidos elas cumprem com o armistício assinado em 1953, e países neutros atuam como observadores.

No comunicado divulgado hoje, o Pentágono também informou que as demais manobras militares na região do Pacífico estão mantidas conforme o previsto.

Neste domingo, uma fonte do governo sul-coreano antecipou à agência de notícias "Yonhap" que a Coreia do Sul e os Estados Unidos poderiam anunciar nesta semana a suspensão das manobras conjuntas devido à atual etapa de diálogo com a Coreia do Norte.

Seul e Washington teriam previsto incluir uma cláusula que lhes permitisse retomar as manobras rapidamente, disse a fonte, dando a entender que os exercícios seriam retomados se o regime norte-coreano não cumprir com seu compromisso de desnuclearização. / EFE

 

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