EUA têm armas atômicas na Europa e Ásia Menor

BRUXELAS

NYT, REUTERS e AP, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

Holandeses e belgas acordaram ontem furiosos com a notícia de que os EUA mantêm armas nucleares em seus países. Sempre houve suspeita da presença dos armamentos, mas Bruxelas e Haia nunca confirmaram - nem negaram - a informação.

Em um dos despachos divulgados, o embaixador americano em Berlim, Philip Murphy, revela as negociações para a retirada de armas nucleares da Alemanha, da Holanda e da Bélgica.

Além de Alemanha, Holanda e Bélgica, os documentos confirmam também que os EUA mantêm armas nucleares na Turquia. Uma das razões pelas quais Washington opõe-se à retirada do armamento dos países europeus é justamente o fato de o governo turco querer se ver livre delas e a presença de armas nucleares russas na região. A Itália, outro país sobre o qual há suspeita de abrigar armas atômicas, não é citada nos documentos.

De acordo com a ONG Natural Resources Defence Council, os EUA têm cerca de 480 armas nucleares na Europa. Na base de Kleine Brogel, na Bélgica, seriam 20. Na Holanda, a base de Volkel teria outras 20.

O deputado socialista holandês Harry van Bommel declarou que entrará com um pedido no Parlamento para que o governo reconheça o fato.

Ben Bot, chanceler da Holanda de 2003 a 2007, disse que o vazamento dos dados é um "duro golpe para a diplomacia americana". "No futuro, muitos funcionários de governos adotarão uma excessiva cautela ao falar com diplomatas americanos", afirmou Bot.

OUTROS SEGREDOS

Guantánamo foi moeda de troca

Os EUA ofereceram à Eslovênia um encontro com Barack Obama se o país recebesse um preso de Guantánamo. Kiribati, no Pacífico, recebeu a oferta de milhões de dólares e Bruxelas conseguiria "proeminência na Europa" se abrigassem os presos

Príncipe britânico teria sido rude

A embaixadora americana Tatiana Gfoeller declarou que o príncipe Andrew, irmão mais novo de Charles, foi rude em uma reunião com empresário britânicos no Quirguistão. Chamou de "idiotice" uma investigação sobre corrupção na Arábia Saudita.

China invadiu servidor do Google

Pequim contratou rede de hackers e especialistas em segurança desde 2002, e conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, de aliados ocidentais e do dalai-lama. A China ainda estaria envolvida na invasão do Google, em janeiro

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