EUA têm base de drones na Arábia Saudita, diz 'NYT'

O jornal New York Times revelou ontem que a CIA mantém uma base secreta para aviões não tripulados (drones) na Arábia Saudita. O Paquistão, alvo constante de bombardeios dessas aeronaves, disse não ter dado autorização para as operações americanas. O uso de drones deve ser o foco das questões levantadas pela Comissão de Inteligência do Senado na sabatina hoje de John Brennan, assessor de contraterrorismo do presidente Barack Obama e indicado para o cargo de diretor da CIA.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2013 | 02h02

Críticos, incluindo juristas e organizações de direitos humanos, afirmam que os drones matam civis como efeito colateral dos bombardeios, que o governo não é transparente sobre o uso dos aparelhos e pelo menos um cidadão americano foi morto sem direito a julgamento. Questiona-se também se não seria mais correto capturar os estrangeiros. O governo Obama afirma que essas operações de contraterrorismo são um sucesso.

Na terça-feira, a TV NBC publicou um documento do Departamento de Justiça que tenta justificar as operações com drones. As ações com os aviões não violariam a Constituição desde que "uma alta autoridade do governo americano determine que um indivíduo seja uma ameaça iminente de um ataque contra os EUA, que a captura dele seja inviável ou que a operação seja conduzida segundo os princípios da lei de guerra". Os EUA argumentam que os governos dos países envolvidos autorizaram os ataques.

Até agora, ao menos 2 mil supostos militantes da Al-Qaeda e de organizações afiliadas teriam sido mortos nos bombardeios de drones.

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