Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

EUA têm cerca de 50 mil mortes por coronavírus após registrar 3.176 vítimas em 24 horas

Dia foi um dos mais mortais da pandemia, segundo contagem da universidade Johns Hopkins

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 22h02
Atualizado 25 de abril de 2020 | 17h42

O novo coronavírus deixou quase 50 mil mortos nos Estados Unidos, depois que 3.176 óbitos foram registrados em um dos dias mais mortais da pandemia, segundo a contagem da universidade Johns Hopkins.

As mortes, registradas nas últimas 24 horas, elevam o saldo nos Estados Unidos para 49.759, segundo a universidade.

Nesse mesmo período, foram registrados 26.971 novos casos de coronavírus no país, elevando o total para 866.646 pacientes identificados desde o início da epidemia. 

Devido à falta de testes de detecção, o número de casos reais provavelmente está bem acima desse número. 

No final da semana passada, os Estados Unidos registraram dois altos balanços diários de vítimas (mais de 3.800 e 4.500 mortos), mas esses dados se deviam em parte à soma das mortes "provavelmente ligadas" ao covid-19, que nunca haviam sido levadas em consideração até o momento.

Além desses dois balanços, o número de mortos em 3.716 na noite de quinta-feira é o mais alto registrado em um país em um dia desde o início da pandemia, que deixou quase 190 mil mortos em todo o mundo. 

Apesar desses dados alarmantes, vários estados do país, incluindo Texas, Vermont e Geórgia, decidiram abrir caminho para o desconfinamento, autorizando a reabertura de algumas empresas.

Nesta quinta-feira,  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que talvez seja preciso estender as diretrizes de distanciamento social, impostas pelo governo em março para tentar conter o avanço do coronavírus. As atuais orientações de isolamento têm validade até 30 de abril. "Manteremos as diretrizes até nos sentirmos seguros", afirmou o republicano em coletiva de imprensa.

O líder da Casa Branca criticou, ainda, o governador da Geórgia, Brian Kemp, que decidiu abrir alguns setores econômicos a partir desta sexta-feira, 24. Para Trump, ainda é cedo para reduzir a quarentena no Estado. "Eu poderia ter impedido ele", declarou o republicano, acrescentando que o governo federal "observará atentamente" a Geórgia.

Na semana passada, o governo de Trump divulgou um plano de reabertura da economia americana em três fases, com orientações para os governadores, que envolve diversos pré-requisitos, como capacidade de testagem em massa. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.