EUA têm dado 'mil razões' para sofrer ataques, diz rede terrorista Al-Qaeda

Morte de líder extremista em março é pretexto usado por insurgentes para justificar ataques

Agência Estado

17 de maio de 2010 | 15h43

DUBAI - O chefe militar da Al-Qaeda no Iêmen disse em uma mensagem de áudio divulgada nesta segunda-feira, 17, que os EUA têm dado à rede extremista "mil razões" para atacar o território americano.

 

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"Ao matar al-Ambari vocês nos deram mil novas desculpas e razões para atacar seu país", disse o chefe militar da Al-Qaeda na Península Arábica, conhecido como Qassim al-Rimi, em mensagem dirigida aos americanos. O recado foi postado em um fórum jihadista.

 

Jamil Nasser Abdullah al-Ambari, um líder local da Al-Qaeda, foi morto em março por forças iemenitas, que receberam informações de inteligência dos EUA e apoio para operações contra a rede terrorista.

 

Foi a primeira fez que a Al-Qaeda na Península Arábica admitiu o assassinato de Ambari, de 25 anos, que liderava a célula na província de Abyan, sul do país, e estava na lista de procurados do governo do Iêmen. Rimi disse que um segundo militante, Amin al-Maqalih, foi morto com Ambari durante um ataque aéreo em Abyan no dia 15 de março.

 

Na época, o Iêmen disse que o ataque aéreo contra a "célula terrorista" no distrito de Moudia havia matado dois importantes membros da Al-Qaeda.

 

A Al-Qaeda na Península Arábica é acusada de envolvimento no fracassado atentado suicida num avião americano no dia de Natal. Seu líder, Nasir al-Wahayshi, elogiou o homem que tentou realizar o atentado, o estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab.

 

Base

 

A região de Abyan, no sul do Iêmen, tornou-se uma base de reagrupamento para militantes islamitas, incluindo veteranos árabes da guerra no Afeganistão contra a União Soviética, ocorrida na década de 1980.

 

O Iêmen é o país onde nasceu o pai do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, e é o local de vários ataques realizados pelo grupo contra missões estrangeiras, locais turísticos e instalações petrolíferas.

 

O grupo sofreu alguns revezes por causa da presença norte-americana em Sanaa, a capital iemenita, mas sua presença ameaça transformar o Iêmen numa base de treinamento e planejamento de ataques, disse um graduado funcionário de contraterrorismo dos Estados Unidos em setembro. As informações são da Dow Jones.

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