EUA têm medo do agroterrorismo

A Al Qaeda está atrás do gado dos Estados Unidos. É o que pensam as autoridades do país. Por essa razão, o DHS - Department of Homeland Security (Departamento de Segurança Interna) destinará US$ 33 milhões a universidades que serão selecionadas em fevereiro, para que seus cientistas elaborem um plano de combate a ataques terroristas contra fazendas norte-americanas.Entre as metas traçadas pelo DHS estão o aperfeiçoamento de técnicas que detectem rapidamente doenças em animais e um melhor conhecimento de como os agentes patogênicos se propagam.O assunto gerou polêmica. Enquanto alguns experts em armas biológicas acham a preocupação exagerada, uma vez que, segundo eles, o grupo de Bin Laden está mais empenhado em explodir caminhões-bomba e lançar mísseis portáteis, outros acreditam que a ameaça é séria, porque levaria a economia do país ao caos. Nesse caso, porém, o alvo não seria exatamente o gado, mas seus centros de alimentação.O agroterrorismo tem uma longa história. Durante a primeira guerra mundial, agentes alemães espalharam vírus de antraz e morno (doença infecciosa de eqüinos e asininos) nos Estados Unidos, numa tentativa de matar cavalos e mulas que serviam às tropas aliadas. Na Segunda Guerra Mundial, programas de guerra biológica foram estabelecidos nos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Canadá e na ex-União Soviética.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.