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EUA tentam evitar que família de terrorista da Califórnia receba seguro de vida

Procuradora federal anunciou a apresentação da solicitação a partir da qual pretende fazer com que o governo americano fique com o dinheiro das apólices contratadas por Syed Rizwan Farook

O Estado de S. Paulo

01 Junho 2016 | 12h53

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos apresentou na terça-feira uma solicitação à Justiça para evitar que a família de um terrorista - que morreu em dezembro de 2015 após matar 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia - receba até US$ 275 mil de seu seguro de vida.

Em comunicado, a procuradora federal do distrito central da Califórnia, Eileen Decker, anunciou a apresentação da solicitação a partir da qual pretende fazer com que o governo fique com o dinheiro das duas apólices que Syed Rizwan Farook, um dos dois autores do massacre, havia contratado.

"Não se deve permitir que os terroristas proporcionem recursos a seus beneficiados designados por meio de seus crimes. Meu escritório tenta explorar todas as opções legais para assegurar que estes fundos estarão disponíveis para as vítimas deste crime horrível", disse Eileen.

"Seguiremos usando todas as ferramentas para fazer justiça em nome das vítimas dos ataques terroristas de San Bernardino", acrescentou a procuradora.

Farook contratou um seguro de vida de US$ 25 mil em 2012, quando já planejava realizar um ataque terrorista, e outro de US$ 250 mil em 2013, designando sua mãe, Rafia Farook, como beneficiada em ambos.

No dia 2 de dezembro, Farook, que tinha nacionalidade americana, e sua mulher, Tashfeen Malik, que era paquistanesa, supostos apoiadores do Estado Islâmico, atacaram um centro de assistência para incapacitados em San Bernardino, matando 14 pessoas e ferindo mais de 20. /EFE

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