EUA tentaram atrasar programa nuclear paquistanês nos anos 70

WASHINGTON

, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

Nos anos 70, os EUA lançaram uma campanha diplomática secreta para evitar que o Paquistão desenvolvesse armas nucleares. Na ocasião, Washington teria pressionado outros países, principalmente asiáticos, a não vender tecnologia atômica para os paquistaneses. As informações constam de documentos que foram revelados a pedido dos Arquivos de Segurança Nacional, da Universidade George Washington, e do Centro Woodrow Wilson.

Segundo os memorandos, datados de 1978, o governo do então presidente Jimmy Carter temia a instabilidade do Paquistão e tentou alertar aos vizinhos que Islamabad estava buscando uma bomba atômica - a Índia, maior rival do país, havia feito seu primeiro teste em 1974.

Os documentos também citam o Brasil como um dos poucos países na época capazes de produzir conversores, equipamentos que transformam urânio em yellow cake. Os EUA acreditavam, segundo consta nos memorandos, que a China "não ajudaria o Paquistão a obter capacidade nuclear". Mas Pequim - que também vivia em crise com a Índia - iniciou um programa de cooperação nuclear com o Paquistão em 1976 - o que mostra o erro de avaliação americano. Em 1998, pela primeira vez, os paquistaneses testaram cinco bombas no Baluchistão. / AFP W

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.