EUA tentaram resgatar reféns americanos na Síria

A missão foi autorizada depois que agências de inteligência identificaram a localização dentro da Síria onde estariam presos

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 19h58

WASHINGTON - O presidente Barack Obama mandou tropas americanas à Síria para resgatar alguns reféns americanos presos por um grupo extremista violento, segundo declarou ontem o Departamento de Estado dos EUA.

Autoridades disseram que a missão foi autorizada depois que agências de inteligência identificaram a localização dentro da Síria onde os reféns estariam. 

"O governo tinha o que acreditava ser informação suficiente;quando a oportunidade apareceu, o presidente autorizou a operação", disse Lisa Monaco, membro do Conselho de Segurança dos EUA.

Mas dezenas de soldados que foram enviados ao local não os acharam e se envolveram em um combate com um grupo de militantes do Estado Islâmico antes de se retirar.

Segundo autoridades do governo, alguns militantes islâmicos foram mortos. Um soldado americano sofreu um ferimento leve quando a aeronave em que estavam foi atingida durante a retirada. 

As declarações são divulgadas um dia depois que jihadistas do Estado Islâmico publicaram um vídeo mostrando a decapitação do jornalista americano James Foley, que foi sequestrado na Síria em novembro de 2012. As declarações não disseram quais reféns os EUA estavam tentando resgatar.

A seguir, a íntegra do comunicado emitido pelo Departamento de Estado dos EUA, divulgado pela porta-voz Marie Harf:

"Os EUA tentaram uma operação de resgate recentemente para libertar alguns reféns americanos presos na Síria pelo Estado Islâmico.

"Esta operação envolveu componentes de ar e terra e estava centrada em uma rede de captura específica dentro do EI.

"Infelizmente, a missão não foi bem sucedida porque os reféns não estavam no local.

"Colocamos o melhor do Exército americano em perigo para tentar trazer nossos cidadãos para casa."

 / AP e  REUTERS

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