EUA terão US$ 600 mi para segurança na fronteira com México

Valor será destinado à contratação de mais mil agentes para coibir ação do narcotráfico

AE-AP, Agência Estado

12 de agosto de 2010 | 17h23

O Senado dos Estados Unidos realizou uma sessão especial nesta quinta-feira, 12, e aprovou um projeto de lei que destinará mais US$ 600 milhões para contratar policiais e equipá-los ao longo da fronteira com o México, sinalizando uma determinação em tentar coibir a imigração ilegal e combater o narcotráfico.

A legislação agora seguiu para sanção do presidente Barack Obama, que tem feito apelos ao Congresso para canalizar mais dinheiro para a segurança da fronteira com o México, em meio a reclamações crescentes dos estados fronteiriços, assediados por imigrantes ilegais e narcotraficantes.

O senador Charles Schumer (democrata por Nova York), principal patrocinador do projeto de lei, disse que as medidas permitirão a Obama e à secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, "as reservas necessárias para combater o crime e a violência". Obama disse que a lei ajudará a proteger as comunidades ao longo da fronteira e ao redor dos Estados Unidos.

"Essa nova lei vai fortalecer nossa parceria com o México para combater as gangues e organizações criminosas que operam em ambos os lados da nossa fronteira", disse Obama, em comunicado. O projeto de lei de segurança na fronteira prevê a contratação de mais mil agentes para a Patrulha Fronteiriça, 250 agentes da imigração e 250 policiais de proteção à fronteira.

A verba também será destinada para a compra de equipamentos de telecomunicações e até de aviões teleguiados e não tripulados, os chamados "drone". Já existem sete deles que ajudam a patrulhar a fronteira com o México.

 

Cerca de um terço do dinheiro irá para o Departamento de Justiça, que através do FBI, polícia federal dos EUA, e da DEA, agência antidrogas do governo americano, combatem o narcotráfico e os traficantes de pessoas.

Violência

Os governadores dos estados mexicanos na fronteira com os EUA advertiram o presidente do México, Felipe Calderón, de que a economia de algumas regiões fronteiriças está paralisada por causa da violência do narcotráfico e pediram a atenção do governo federal para evitar que os jovens sejam cooptados pelos cartéis da droga.

Como parte de uma série de reuniões para reavaliar o combate às drogas, Calderón convocou os governadores para discutirem o problema, pois do contrário o México "enfrentará o gravíssimo perigo das organizações criminais e suas ameaças para as gerações futuras". Recentemente, o governo mexicano informou que mais de 28 mil pessoas foram assassinadas no país desde o final de 2006, quando Calderón declarou guerra aos cartéis das drogas.

Os governadores dos estados do sul do México também participaram e pediram a Calderón mais verbas para controlar a fronteira com a Guatemala e com Belize, de onde chegam armas, drogas e imigrantes clandestinos.

 

No encontro, o governador de Tamaulipas (norte), Eugenio Hernández, assegurou que a violência do crime organizado provocou a "paralisação" econômica de algumas regiões fronteiriças. Ele não especificou quais são essas regiões.

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