EUA teriam detido financiador dos ataques de 11/9

Mustafa Ahmed al-Hawsawi, um dos homens detidos sábado com o "número 3" da Al-Qaeda, Khalid Sheikh Mohammed, é um financiador da rede terrorista e deu dinheiro ao líder dos seqüestradores suicidas dos aviões usados nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, afirmaram funcionários americanos. Segundo os funcionários, citados pelo jornal The New York Times e pela TV CNN, Hawsawi enviou dinheiro ao seqüestrador Mohammed Atta por meio de contas bancárias em Dubai e nos Emirados Árabes Unidos. "Ele não é um peixe grande, mas também não é insignificante, e pode saber coisas", disse um funcionário à CNN. Pouco antes do 11/9, Atta enviou de volta a Hawsawi a parte do dinheiro que não foi gasta e de que os seqüestradores não precisariam. Hawsawi foi citado como co-conspirador no indiciamento, meses atrás, de Zacarias Moussaoui, acusado de engajar-se nos mesmos "preparativos para assassinato" que os 19 seqüestradores suicidas do 11/9. A revelação da identidade do financiador coincidiu com o anúncio paquistanês de que Mohammed foi entregue hoje aos EUA e transferido para o centro de interrogatório da base americana em Bagram, no Afeganistão. Segundo o ministro paquistanês da Informação, Rashid Ahmed, Mohammed, apontado por Washington como o "cérebro" do 11/9, foi entregue depois que as autoridades do Paquistão concluíram seu interrogatório. Um porta-voz das forças americanas no Afeganistão, coronel Roger King, negou-se, porém, a comentar a informação paquistanesa. Falando a um comitê do Senado, o secretário de Justiça dos EUA, John Ashcroft, disse que Mohammed foi o cérebro dos atentados de 11/9 e sua prisão pode desestabilizar a Al-Qaeda. Ashcroft anunciou também o indiciamento de dois iemenitas por terrorismo. O xeque Mohammed al-Hasan al-Moayad e Mohammed Mohsen Yahya Zayed, capturados em 10 de janeiro na Alemanha, foram acusados de fornecer apoio material à Al-Qaeda e ao grupo palestino Hamas. Moayad, segundo o Departamento de Justiça, já admitiu ter entregado mais US$ 20 milhões, além de recrutas e armas, ao líder máximo da Al-Qaeda, Osama bin Laden, antes do 11/9. Grande parte do dinheiro teria vindo de contribuintes nos EUA, entre eles, freqüentadores da mesquita Al Farouq, em Nova York. Os EUA pediram que a Alemanha extradite os dois acusados o quanto antes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.