EUA tiram Cuba de lista sobre tráfico humano

Os Estados Unidos retiraram ontem Cuba de sua lista de países que não fazem o suficiente para combater o tráfico de pessoas, mas mantiveram a Venezuela no grupo, que ainda inclui Rússia, Irã, Síria, Coreia do Norte, entre outros.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2015 | 02h02

O Departamento de Estado publicou ontem seu relatório anual sobre tráfico de pessoas no mundo referente a 2014, que listou os países que não tomam as medidas necessárias para combater esse crime. A prática permite a imposição de sanções como o congelamento da ajuda não humanitária e não comercial.

"O governo cubano não cumpre completamente com os padrões mínimos para a eliminação do tráfico de pessoas, entretanto está se esforçando para fazê-lo", apontou o relatório americano.

O Departamento de Estado reconheceu que, pelo segundo ano consecutivo, o governo de Cuba se esforçou para enfrentar o tráfico sexual, mas recomendou que o país aprove uma lei integral contra o problema e "investigue e processe vigorosamente" quem se envolver em tráfico sexual.

"Continuamos preocupados com o fato de Cuba não ter reconhecido o trabalho forçado como um problema, e esse é um tema que será tratado em conversas com funcionários cubanos", disse a subsecretária de Estado dos EUA para a Democracia e os Direitos Humanos, Sarah Sewall, em entrevista coletiva.

Cuba estava na lista desde 2003. Neste ano, foi transferida à categoria "observação especial", na qual também estão presentes Bolívia, Costa Rica, Haiti, Jamaica e China.

Nesse grupo se encaixam os países que não cumprem os padrões de combate ao tráfico de pessoas estabelecido pela lei americana de 2000, mas fazem "esforços significativos" para cumpri-la, ainda que não tenham conseguido apresentar provas concretas disso.

Apesar dos apelos de grupos de defesa dos direitos humanos e de quase 180 parlamentares americanos, a Malásia também foi transferida da lista para a categoria de "observação especial".

A promoção do país retira um obstáculo em potencial para que o presidente Barack Obama, assine a Parceria Trans-Pacífica (TPP, na sigla em inglês) com 12 nações da região. Em junho, o Congresso aprovou a legislação que dá ao presidente maiores poderes em negociações comerciais, mas que proíbe acordos com países da list dos que não fazem o suficiente para conter o tráfico de pessoas.

Rebaixamento. A Venezuela continua no grupo das nações que não combatem o tráfico de pessoas e não se esforçam para tal. No ano passado, o país foi rebaixado a essa categoria após vários anos sob "observação especial". "A Venezuela é um país de origem e destino para homens, mulheres e crianças sujeitos a tráfico sexual e trabalho forçado", destacou o relatório.

Sudão do Sul, Burundi, Belize, Bielo-Rússia e Comores também foram rebaixados para a lista, na qual permanece a Tailândia pelo segundo ano consecutivo. / EFE e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.