EUA toleram abusos contra prisioneiros, diz Anistia

A Anistia Internacional afirma que os prisioneiros detidos pelos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão e na Baía de Guantánamo tiveram direitos humanos fundamentais desrespeitados, em relatório cheio de duras críticas publicado nesta terça-feira. A organização acusa os Estados Unidos de tolerar abusos contra os prisioneiros.Publicado seis dias antes das eleições presidenciais americanas, o relatório "Dignidade Humana Negada: Tortura e Responsabilidade na Guerra contra o Terror" pede que o governo dos Estados Unidos condene o uso da tortura e proíba a prática com uma legislação específica.Os Estados Unidos também são acusados pela Anistia de falhar em manter seus prisioneiros dentro dos elevados padrões de direitos humanos que o país exige de outras nações.As investigações de militares americanos sobre os escândalos de abusos de prisioneiros inocentaram importantes autoridades civis e militares de cumplicidade ou envolvimento nos maus-tratos. Muitos soldados americanos, no entanto, ainda enfrentam julgamentos em cortes marciais por acusações de participação nos abusos na prisão de Abu Ghraib.Comissão independenteO relatório da Anistia Internacional pede uma investigação independente sobre as denúncias de abusos contra prisioneiros no Iraque, no Afeganistão e no Campo Raio X - a prisão criada na base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.A organização faz um apelo para que os Estados Unidos garantam um acesso justo aos prisioneiros, acabem com detenções secretas, ratifiquem tratados internacionais e paguem indenizações às vítimas de abusos.

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