EUA treinam caças para acompanhar espionagem

A Força Aérea dos Estados Unidos iniciou os treinamentos para a possibilidade de serem requisitados caças F-15C quando forem retomadas as missões de espionagem aérea em torno da costa chinesa, informaram oficiais ligados ao Departamento de Defesa dos EUA. Nenhum vôo de vigilância foi efetuado sobre a costa chinesa desde a colisão de 1º de abril, entre um EP-3E Aries II da Marinha norte-americana e um caça F-8 chinês. O caça partiu-se ao meio e o piloto chinês morreu. O avião norte-americano acidentado fez um pouso de emergência na ilha chinesa de Hainan.A administração Bush deixou claro que pretende retomar os vôos de espionagem, mas ainda não decidiu se as aeronaves contarão com alguma proteção adicional. O governo reluta em conceder aos aviões de espionagem a escolta de caças porque a China poderia classificar tal medida como uma escalada das tensões. Se os caças F-15 receberem ordens para participar, é provável que eles não escoltem os aviões mas viajem a uma distância considerável - dentro do alcance dos radares - para o caso de algum caça chinês de interceptação chegar perto demais.Caças F-15 posicionados na Base Aérea de Kadena, na ilha japonesa de Okinawa, fizeram treinamentos para missões desse tipo hoje, informaram oficiais, sob condição de anonimato. Também participaram da missão um avião de vigilância eletrônica RC-135, um radar AWAC e uma aeronave de planejamento de batalha. Enquanto isso, uma delegação norte-americana iniciou viagem de volta a Washington depois de passar uma semana em Pequim para negociar com as autoridades chinesas o retorno do EP-3E. As conversações não geraram nenhum acordo entre os dois países mas funcionários norte-americanos disseram ter esperança de que a China responda a uma proposta por escrito para a devolução do aparelho.

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