Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

EUA ultrapassam 50 mil mortes por covid-19 em números oficiais

Especialistas afirmam que o número oficial de mortes está abaixo da realidade, já que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças contabilizam apenas os óbitos de pessoas que foram diagnosticadas em laboratório com o coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 14h58

WASHINGTON - Os Estados Unidos chegaram nesta sexta-feira, 24, a 50.031 mortes causadas pela covid-19, com ao menos 870.468 casos confirmados da doença, cuja pandemia motivou o confinamento da maioria da população e a paralisação de grande parte da atividade econômica para evitar a propagação dos contágios.

De acordo com a contagem feita pela Universidade Johns Hopkins, que coleta dados de fontes oficiais e privadas, os EUA contabilizam cerca de 32% dos 2.736.468 casos de todo o mundo, e 26% dos óbitos.

A quantidade de mortes causadas pela doença no país se aproxima do número de baixas americanas nos dez anos da Guerra do Vietnã, é e 16 vezes mais alta que as mortes provocadas pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A cidade de Nova York, que registra mais de 16.280 mortes pela covid-19, continua sendo considerada o epicentro da doença no mundo por ser a região mais afetada pela pandemia.

O presidente, Donald Trump, e governadores de alguns Estados pressionam desde a semana passada para que ocorra uma reabertura gradual das atividades econômicas. As autoridades de saúde alertam que um retorno precoce à normalidade pode gerar um aumento mais acelerado no número de casos.

Especialistas afirmam que o número oficial de mortes está abaixo da realidade, já que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) contabilizam apenas os óbitos de pessoas que foram diagnosticadas em laboratório com o coronavírus SARS-CoV-2, tanto que as autoridades de saúde de cada Estado têm métodos próprios para contar as vítimas.

O governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, já comentou que outro fator pelo qual os números oficiais não refletem a realidade é que as autoridades contam apenas as mortes ocorridas em hospitais e asilos para idosos, sem considerar os óbitos em casa. /EFE

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