EUA usam avião de espionagem não-tripulado com mísseis

Um avião de espionagem não-tripulado armado com mísseis está sendo utilizado pela primeira vez pelos Estados Unidos em missões de combate contra o Afeganistão, disseram oficiais de defesa nesta quinta-feira. O avião RQ1-Predator, lento e movido a hélices, é operado há seis anos pela Força Aérea para recolher informações sigilosas, mais recentemente em combates durante a guerra de Kosovo, em 1999. Agora a Força Aérea muniu-o de mísseis antitanque Hellfire, potentes armas que geralmente vão a bordo de helicópteros, disseram os oficiais. Os ataques dos Predators assinalam um momento decisivo na história militar, pois mostram que a Força Aérea agora é capaz de fazer reconhecimento e disparar contra posições em terra a altitudes inferiores, sem colocar em risco a vida de pilotos. Os aviões armados e não tripulados também dão aos militares enorme alcance e flexibilidade, criando a possibilidade concreta de os EUA conseguirem um dia executar missões aéreas de combate sem precisar empregar grande número de homens em bases terrestres ou porta-aviões próximos dos alvos. As aeronaves têm autonomia de vôo de aproximadamente 40 horas e são controladas por operadores em território norte-americano, a milhares de quilômetros do campo de batalha no Afeganistão. O Predator tem 8,1 metros de cumprimento e 14,4 metros de envergadura. Pouco se sabe como os Predators estão sendo usados no Afeganistão, mas um funcionário do governo informou que por várias vezes eles já dispararam mísseis. Leia o especial

Agencia Estado,

18 Outubro 2001 | 21h19

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