Jamejamonline/Ebrahim Norouzi/Reuters
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EUA usam linha secreta para alertar Irã sobre Estreito de Ormuz

Fechamento do canal seria 'limite' e provocaria resposta americana, segundo 'New York Times'

Agência Estado

13 de janeiro de 2012 | 13h29

WASHINGTON - Os Estados Unidos usaram um canal secreto para alertar os líderes do Irã sobre o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, importante rota do petróleo, alegando que, se o país persa fizer isso, haverá uma resposta americana, de acordo com uma reportagem do jornal The New York Times publicada nesta nesta sexta-feira, 13. Teerã ameaçou fechar o estreito no caso de sofrer um ataque militar ou severas sanções internacionais.

 

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O jornal, citando autoridades americanas não identificadas, afirmou na quinta-feira que a Casa Branca comunicou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que o fechamento de Ormuz seria o "limite" e provocaria uma resposta. As fontes não deram mais detalhes sobre o canal de comunicação secreto, exceto para dizer que era algo separado do governo suíço, por meio do qual os EUA ocasionalmente enviam mensagens aos líderes iranianos.

 

O general Martin Dempsey, comandante de Estado Maior dos Estados Unidos, disse no final de semana que Washington "tomaria ações para reabrir o estreito", o que poderia ser feito apenas pela via militar, incluindo o uso de navios de guerra e ataques aéreos. O secretário de Defesa, Leon Panetta, disse também que os americanos não tolerariam o fechamento da passagem.

 

O canal secreto de comunicações foi escolhido pelas autoridades americanas para destacar o quanto Washington está preocupado em elevar as tensões sobre o estreito. Os americanos temem que os chefes da Guarda Revolucionária, a organização militar mais poderosa do Irã, aja de modo a provocar as forças dos Estados Unidos, iniciando uma crise mais séria.

 

Os EUA e seus aliados buscam intensificar as sanções contra o Irã por causa do programa de enriquecimento de urânio do país persa, que acusam ser parte de um plano para desenvolver armas nucleares. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, como a produção de energia, e promete retaliar qualquer ataque contra suas instalações. As informações são da Dow Jones.

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