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REUTERS/Adriano Machado
REUTERS/Adriano Machado

‘EUA usam o 5G para fazer bullying tecnológico’, diz embaixador da China no Brasil

Yang Wanming diz que seu país não busca a hegemonia ou exportar ideologia

Entrevista com

Yang Wanming, embaixador da China no Brasil

Célia Froufe / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2021 | 05h00

A caminho de se tornar a maior potência econômica do planeta, a China sabe exatamente aonde quer chegar. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o embaixador do país asiático no Brasil, Yang Wanming, detalhou como enxerga a situação da China no mundo e admitiu que as relações com os Estados Unidos  passam por uma “nova encruzilhada”. “A chave da questão é saber se os EUA reconhecem ou não que o povo chinês também tem o direito de buscar o progresso”, avaliou.

Wanming garantiu que seu país não tem a intenção de “desafiar ou substituir” ninguém, nem exportar ideologia ou buscar a hegemonia do mundo. Quer, no entanto, ser visto com uma visão “racional e objetiva”. Um dos pontos mais delicados no momento é em relação à tecnologia 5G, usado pelos EUA, segundo ele, como “bullying tecnológico”. 

Sobre o Brasil, Wanming afirmou que o apetite por investimentos segue grande, que há disposição em novas parcerias em vacinas e que enxerga oportunidades para a exportação de mais produtos com maior valor agregado do Brasil para a China. Como um diplomata típico, sai à tangente quando questionado sobre relações com membros do governo local, depois de situações embaraçosas envolvendo o país asiático. A entrevista foi concedida por e-mail, a pedido do embaixador. 

Como está a relação entre EUA e China nestes primeiros meses do governo do presidente Joe Biden?

As relações China-EUA encontram-se numa nova encruzilhada, e a chave da questão reside em saber se os Estados Unidos conseguem aceitar ou não a ascensão pacífica de um grande país com diferença no sistema social, história, cultura e estágio de desenvolvimento, e se reconhecem ou não que o povo chinês também tem o direito de buscar o progresso. Na conversa por telefone realizada em fevereiro deste ano, o presidente Xi Jinping e o presidente Joe Biden concordaram em algumas diretrizes para o futuro do relacionamento bilateral, a saber, intensificar as comunicações, gerenciar as diferenças e ampliar a parceria. Depois disso, houve uma sucessão de interações de alto nível, como por exemplo, o diálogo em Anchorage (no Alasca). Altamente estável e coerente, a política externa da China para com os EUA visa uma relação sem conflito ou confronto, pautada no respeito mútuo e na parceria de ganho mútuo. Ao mesmo tempo, defende firmemente a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China. Esperamos que a parte estadunidense possa mostrar a sinceridade e avançar em direção a um meio-termo em busca de uma convivência pacífica e parceria de benefício recíproco entre os dois grandes países. Isso favorece à China, aos EUA e ao resto do mundo.

Tendo “One Belt, One Road” ("Um Cinturão, Uma Rota,  que financia a construção de estradas, pontes, portos e outras estruturas em países do exterior) como plano de fundo, como o sr. resumiria a atuação seu país em relação aos vizinhos?

A China pratica uma política externa de boa vizinhança. Desde o lançamento da iniciativa One Belt, One Road pelo próprio presidente Xi há oito anos, foram firmados acordos de parceria nesse âmbito com 140 países. O comércio da China com os países parceiros ultrapassou os US$ 9,2 trilhões e o investimento direto nesses países superou a casa de US$ 130 bilhões. Um relatório do Banco Mundial conclui que a plena implementação dessa iniciativa pode aumentar o comércio mundial e a receita real global em 6,2% e 2,9%, respectivamente, além de dar um forte impulso ao crescimento econômico global. Os países vizinhos da China são os principais participantes e beneficiários da iniciativa Belt and Road. São eles também uma das prioridades da diplomacia chinesa. A China tem-se empenhado em desenvolver cooperações pragmáticas com esses vizinhos para aprofundar a convergência de interesses e os laços interpessoais. Há também parcerias no combate à pandemia e na retomada econômica, com o objetivo de preservar paz, estabilidade, progresso e prosperidade de toda a região.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Como o senhor enxerga o futuro mercantil para os dois lados?

A China se mantém há 12 anos consecutivos na posição de maior parceiro comercial do Brasil, e este, por sua vez, é o primeiro país da América Latina a ter um volume de comércio com a China acima dos US$ 100 bilhões. Mesmo no contexto da pandemia, esse comércio apresentou um crescimento tão robusto que responde por quase 70% do superávit do comércio brasileiro. Isso demonstra que as relações comerciais China-Brasil são altamente complementares e cheias de vigor. A China tem o mercado consumidor de maior potencial do mundo e sua demanda interna está se sofisticando rapidamente. Nos próximos 10 anos, a China importará, em termos cumulativos, US$ 22 trilhões em mercadorias. Isso, com certeza, criará oportunidades para a exportação de mais produtos de alta qualidade e com maior valor agregado do Brasil para a China. Estamos dispostos a trabalhar com o Brasil para levar adiante essa parceria de forma estável, diversificada e equilibrada.

Qual é sua expectativa para as negociações em torno do 5G?

No contexto mundial do avanço da nova transformação em ciência e tecnologia e da revolução industrial, o 5G vai dar um impulso ao crescimento econômico dos países. Portanto, é fundamental, para qualquer país, escolher equipamentos de 5G verdadeiramente confiáveis, avançados e de melhor custo-benefício. O mercado e os consumidores só se beneficiarão com uma concorrência justa, equitativa, aberta e transparente. Mesmo com um histórico manchado em matéria de segurança de internet e autor descarado de ataques cibernéticos contra outros países, os Estados Unidos têm usado repetidamente o pretexto de segurança nacional para cercear empresas chinesas de alta tecnologia e interferir na escolha autônoma de parceiros de 5G por outros países. O objetivo não é, de forma alguma, proteger a segurança cibernética, mas sim manter sua rede de vigilância e a hegemonia digital, um ato típico de bullying tecnológico. Acreditamos que o governo brasileiro vai levar em consideração os próprios interesses nacionais para viabilizar uma concorrência leal entre as empresas com regras transparentes, imparciais e livres de discriminação. Isso é propício para a parceria sino-brasileira no 5G, os interesses de operadoras brasileiras e a lisura do ambiente de negócios em geral.

Há preocupações em relação a investimentos e compra de ativos no País. Há notícias em todo o mundo sobre avanços como este. Este é um movimento que antecede a liderança global chinesa?

Como segunda maior economia do mundo, a China se integra cada vez mais à economia mundial. Isso é um fato e, ao mesmo tempo, uma tendência. O crescimento da China traz oportunidades para todos os países. Qualquer pessoa sem óptica prisma vai reconhecer isto. A parceria sino-brasileira justifica muito bem este ponto. Atualmente, como uma das principais fontes de investimento estrangeiro, a China tem no Brasil um aporte de mais de US$ 80 bilhões em uma ampla gama de setores como agricultura, energia e mineração, novas energias, infraestrutura, telecomunicações e manufatura, criando mais de 40 mil empregos diretos com uma contribuição positiva para o crescimento socioeconômico do Brasil. Isso foi possível porque as duas economias têm grande dimensão e complementaridade em termos de estrutura e vantagens comparativas. Por outro lado, essa parceria bilateral, sempre alicerçada nas regras do mercado, no respeito mútuo, na igualdade, no benefício recíproco, na abertura e na transparência, tem como objetivo promover o ganho mútuo e o progresso comum.

O sr. notou melhora nas relações com o Brasil depois da troca de embaixador, de Ernesto Araújo para Carlos Alberto Franco?

Parceiros estratégicos globais, a China e o Brasil mantêm um relacionamento cada vez mais amadurecido, consolidado e mutuamente benéfico. Depois de assumir o Itamaraty, o primeiro chanceler estrangeiro com quem o ministro Carlos Alberto França conversou por telefone foi o senhor Wang Yi, conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China. De minha parte, também mantenho contatos frequentes com o ministro brasileiro, que tem reiterado que as relações com a China são uma prioridade da diplomacia brasileira e que o relacionamento bilateral é de carácter amplo, mutuamente benéfico e estratégico. A parte chinesa pensa da mesma forma. A China considera o relacionamento com o Brasil numa perspectiva estratégica e valoriza a amizade e a parceria bilaterais. Tendo em vista a era pós-pandemia, os dois países tendem a uma maior convergência de interesses e mais amplo horizonte de cooperação. A China está disposta a trabalhar com toda a sociedade brasileira para promover o desenvolvimento contínuo e aprofundado da nossa parceria.

Numa reunião do senhor com o ministro França e seus colegas Paulo Guedes (Economia) e Marcelo Queiroga (Saúde), o Brasil teria cobrado o atraso do IFA (ingrediente farmacêutico ativo, usado na produção das vacinas) e o senhor rebatido que não era bom para as relações acusar a China pela origem do vírus, alegando que o Brasil poderia ser apontado como o causador da dengue, por exemplo.  O senhor confirma esses diálogos feitos de forma diplomática?  Como foi a reunião?

Desde o início da pandemia, venho mantendo uma comunicação aberta com ministros, parlamentares e autoridades estaduais e municipais com o objetivo de fomentar a cooperação bilateral no combate à crise sanitária, principalmente a parceria nas vacinas, para que o povo brasileiro possa retomar a vida normal o mais rapidamente possível. Nessas conversas, falamos também sobre a investigação da origem do vírus e seu caráter estritamente científico e sobre a importância de combater a politização da pandemia e a estigmatização do vírus. Tudo isso visa a criar uma boa atmosfera para avançar na cooperação bilateral em resposta à crise sanitária.

O governador de São Paulo João Doria diz que o atraso da entrega do IFA foi fruto do comportamento negativo do País com a China, mas o governo rebate. Quem está certo?

Um clima de respeito e amizade é propício à parceria e isso é uma regra que se aplica a qualquer relacionamento entre países. A China foi o primeiro país a assumir o compromisso de tornar as vacinas um bem público internacional. Ao tratar o Brasil como parceiro prioritário no combate à pandemia, a China também foi o primeiro país a desenvolver a parceria com o lado brasileiro em matéria de vacinas. Tanto o primeiro lote de imunizantes que o Brasil recebeu, como a primeira dose aplicada, vieram da China. Poucas entregas de vacina pronta e de IFA no mundo têm a rapidez como as enviadas pela China ao Brasil. No momento mais crítico da situação epidemiológica no Brasil e do abastecimento das vacinas no mundo, foi a vacina desenvolvida conjuntamente por China e Brasil que desempenhou um papel crucial e importante na luta brasileira contra a covid-19. Enquanto isso, a China enfrentava diversas pressões oriundas do extremo desequilíbrio entre a oferta e a procura global por vacinas, a demanda da vacinação no próprio território e o limite de produção de seus laboratórios. Estamos envidando esforços para vencer essas adversidades e assegurar o fornecimento de vacinas e IFA ao Brasil. Além disso, gostaríamos de realizar novas parcerias em vacinas para oferecer novos apoios ao Brasil nesta luta contra a doença.

O mundo quer identificar a origem da covid-19. Se foi uma questão da aproximação com a vida selvagem ou algum acidente de laboratório.  O sr. acredita que um dia teremos essa resposta de forma clara?

Investigar a origem de um vírus é uma questão científica que não deve ser politizada e requer ampla colaboração global e a escala mundial. Estigmatizar ou politizar o assunto, além de antiético, só irá dificultar a cooperação global nessa matéria, minar os esforços conjuntos e custar mais vidas. A parte chinesa defende que todos os trabalhos pertinentes devem ser feitos mediante uma cooperação baseada nos fatos e na ciência. Depois de duas visitas a convite do governo chinês, os peritos da OMS chegaram a algumas conclusões importantes, por exemplo, é altamente improvável uma fuga laboratorial, não foi detectado nenhum surto relevante em Wuhan antes de dezembro de 2019, e a procura de casos precoces deve continuar em uma escala global mais ampla. Teorias de conspiração como a de que “o novo coronavírus teria saído de um laboratório” foram propagadas por alguns, de modo a distorcer o conhecimento científico, exacerbar confrontos no mundo e ameaçar a rastreabilidade do vírus e a união na luta contra a epidemia a múltiplos níveis. A China vai continuar a realizar a cooperação internacional sobre investigação da origem do vírus baseada em princípios de ciência, abertura, transparência e responsabilidade, a fim de melhor responder a eventual emergência sanitária dessa envergadura no futuro.

Como a China se prepara para se tornar a maior potência global em alguns anos? 

Neste momento, a China está construindo um novo paradigma de desenvolvimento com perspectiva promissora da sua economia. No entanto, ainda há problemas evidentes com o desequilíbrio e a inadequação no seu desenvolvimento. É importante salientar que a sabedoria dos milênios de história da China nos ensina que a hegemonia levará ao declínio de um Estado e a força de um país não resulta inevitavelmente em hegemonia. No gene da nação chinesa não há traços agressivos ou hegemônicos. O objetivo fundamental do desenvolvimento da China é criar uma vida melhor para seu povo. Não temos a intenção de desafiar ou substituir ninguém, nem exportar ideologia ou buscar a hegemonia do mundo. Independentemente do seu grau de desenvolvimento, a China sempre fará parte da grande família dos países do Sul, fiel aos conceitos de desenvolvimento pacífico e da cooperação de ganho mútuo. O país sempre trabalha para construir a paz mundial, impulsionar o desenvolvimento global e defender a ordem internacional, seguindo uma trajetória de ascensão pacífica, diferente do percurso tradicional das grandes potências. Ao mesmo tempo, a comunidade internacional precisa olhar à China com visão racional e objetiva. Perante as transformações sem precedentes na conjuntura global, cada país deve fazer uma escolha histórica responsável entre o respeito mútuo, a abertura, a cooperação e o benefício mútuo por um lado, e a hostilidade, o confronto, o isolamento, as barreiras e o jogo de soma zero por outro lado.

É certo quando se resume o sistema político de seu país como economia “capitalista”, mas com área social “comunista”?

Não concordo com essa afirmação. O socialismo com características chinesas está assente nos princípios fundamentais do socialismo científico e, ao mesmo tempo, possui caraterísticas próprias da China em constante adaptação às condições específicas e às peculiaridades de diferentes etapas históricas da China. A China alcançou conquistas extraordinárias em sete décadas de construção do socialismo e, sobretudo, nas experiências inovadoras de reforma e abertura nos últimos 40 anos. Em última análise, essas realizações foram possíveis graças à adesão consistente da China aos princípios do socialismo científico, à autoinovação, à política de reforma e abertura, e ao aprofundamento da modernização ao estilo chinês. Os princípios básicos deste caminho residem na libertação das forças produtivas e na superação da contradição entre as forças produtivas e as relações de produção, no objetivo de alcançar a prosperidade comum por meio do socialismo e no respeito ao protagonismo do povo. No nível institucional, o socialismo com características chinesas combina, de forma orgânica, o sistema socialista com a economia de mercado. Tem como enfoque a construção econômica e, ao mesmo tempo, promove o crescimento abrangente também de outros aspectos, como a política, a cultura, a sociedade e o meio-ambiente. Portanto, trata-se de uma nova contribuição da China para a exploração do caminho de modernização da humanidade

O Partido Comunista da China completou um século neste mês. Como será o próximo?

Cem anos atrás, a fundação do PCCh mudou profundamente o destino do povo e da nação da China e alterou em profundidade a tendência e a configuração do mundo. Alguns dias atrás, em discurso na comemoração dos cem anos do Partido Comunista da China, o presidente Xi Jinping declarou que o país alcançou seu objetivo para o primeiro centenário, isto é, a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos. Inicia, agora, uma nova jornada rumo à meta do segundo centenário, ou seja, transforma a China num país socialista modernizado e poderoso. Na Cúpula entre o Partido Comunista da China e Partidos Políticos Mundiais, o presidente Xi assinalou a interdependência entre o povo chinês e os demais povos do mundo e afirmou que o Partido Comunista da China vai defender e promover os valores comuns de toda a humanidade e compartilhar novas oportunidades para o progresso e a prosperidade do mundo trazidas pelo novo desenvolvimento da China. Esse é o firme compromisso do PCCh, um partido centenário, perante o povo chinês e toda a comunidade internacional.

O Partido vai levar adiante a modernização da nação à chinesa. A história e a prática provaram e continuarão a provar que o caminho do socialismo com características chinesas é o caminho assentado em sintonia com a realidade nacional e a tendência dos tempos. Persistindo na via de desenvolvimento escolhida de forma autônoma, a China traz mais crescimento para si e benefícios para o mundo inteiro. Não podemos negar que os diferentes percursos históricos deram origem a uma profusão de culturas e sistemas sociais e que, portanto, são diversificados os valores dos povos do mundo. Essa diversificação faz com que existam vários modelos de democracia e que não haja uma receita única para a modernização. A China respeita os esforços de cada país na busca de uma via de desenvolvimento condizente com sua realidade, e está disposta a intensificar o aprendizado com os outros países para diversificar as vias de modernização, de modo a melhor servir ao bem-estar dos chineses e dos demais povos do mundo.

O Partido vai promover o progresso comum da humanidade. Para alcançar a meta de construir um país socialista modernizado em todos os aspectos até 2049, por ocasião do 100º aniversário da República Popular, o governo chinês está criando um novo paradigma de desenvolvimento e elevando seu nível de reforma e abertura ao exterior, a fim de aumentar a qualidade da cooperação de ganho mútuo. Ao mesmo tempo, a China continua a apoiar a cooperação internacional no combate à pandemia, com o objetivo de aumentar a disponibilidade e a acessibilidade econômica das vacinas nos países em desenvolvimento e preencher as lacunas de vacinação. A China está empenhada em cumprir os compromissos quanto ao pico de emissão de carbono e à neutralidade ambiental, e unir forças com o mundo na resposta à mudança climática.

O Partido vai promover o aperfeiçoamento da governança global. Sozinho, nenhum país estará imune aos riscos e desafios globais. Solidariedade e convivência harmoniosa são a única alternativa para a humanidade. A China trabalhará com todos os países do mundo para promover os valores comuns de paz, progresso, equidade, justiça, democracia e liberdade, praticar um verdadeiro multilateralismo, seguir os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, e aumentar a representação e a voz dos países em desenvolvimento no sistema de governança internacional. Com isso, vamos tornar a ordem e o sistema internacionais cada vez mais justos e razoáveis.

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