EUA usam tecnologia avançada para ataques em grutas

O Pentágono iniciou a busca dos terroristas da Al-Qaeda nas legendárias grutas de Kandahar empregando uma ampla variedade de sua refinada tecnologia bélica não disponível para o Exército Vermelho quando os soviéticos invadiram o Afeganistão em 1979. Para os militares americanos, a invulnerabilidade dos guerrilheiros afegãos ocultos em grutas e túneis é apenas um mito alimentado pela falta de preparo dos militares soviéticos. O Pentágono enviou à região sistemas de reconhecimento aéreo dotados de dispositivos térmicos capazes de identificar emissões de calor procedentes de fogueiras e até mesmo de corpos humanos. A CIA dispõe de robôs de reconhecimento Gnat, enquanto o Pentágono usa os Predator e os U-2, todos com sofisticados radares ASARS-2. A isto se acrescentam os helicópteros equipados com câmaras de vídeo dotadas de sensores térmicos, projetadas para identificar e filmar fontes de calor. A configuração montanhosa do Afeganistão permite que os guerrilheiros utilizem grutas, túneis naturais e artificiais, bunkers subterrâneos e canais secos para se ocultarem e promoverem emboscadas. Mas o Pentágono disse ter aprendido muito com os erros dos soviéticos, que se mostraram muito vulneráveis a essa tática. As forças dos EUA dispõem de mísseis de vôo horizontal AGM-130 que podem ser dirigidos com grande precisão para a entrada das cavernas, aniquilando o inimigo. Além disso, já foram usadas as poderosas bombas antibunker de 2.500 quilos, capazes de penetrar no terreno rochoso ao longo de vários metros antes de explodir. O Pentágono destaca que os militares enviados pelo Kremlin para invadir o Afeganistão eram forças mal adestradas, não equipadas para o inverno e incapazes de promover ataques noturnos. Leia o especial

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