EUA usarão Iraque para entrar na Opep, acusa europeu

O comissário europeu para questões humanitárias, Poul Nielson, denunciou que os Estados Unidos pretendem controlar as reservas de petróleo do Iraque para que possam, no futuro, entrar para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). "Eles querem controlar o petróleo", garantiu o dinamarquês Nielson em entrevista à rádio e televisão pública da Dinamarca. "Acredito que os Estados Unidos, por meio disso, tentarão filiar-se à Opep. É muito difícil chegar a alguma outra conclusão que não seja essa."No entanto, funcionários ligados à Opep e à Comissão da União Européia (UE) apressaram-se em qualificar os comentários de Nielson como incomuns e pessoais. "Boa sorte. É claro que os Estados Unidos podem tentar filiar-se. Não podemos negar a eles esse direito, mas não creio que ocorrerá algo além disso", disse Abdulrahman Alkheraigi, porta-voz da Opep, em entrevista à Associated Press em Viena, Áustria. "Essa foi uma declaração muito bizarra."Na sede da UE em Bruxelas, o porta-voz Christophe Forax disse que as declarações de Nielson referem-se estritamente à sua "opinião pessoal". Segundo ele, os comentários de Nielson "não refletem a posição da comissão como um todo".Durante esta semana, Nielson passou dois dias em Bagdá. Ele se reuniu com agentes humanitários ligados à ONU e à Cruz Vermelha Internacional.Onze países compõem atualmente a Opep, entre eles o Iraque. Os outros membros são Arábia Saudita, Argélia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Irã, Kuwait, Líbia, Nigéria e Venezuela. Qualquer país pode tentar aderir à Opep, mas deve haver aprovação por mais de três quartos dos membros, além do apoio unânime dos cinco países fundadores do cartel: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela.Veja o especial :

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