Kena Betancur / AFP
Kena Betancur / AFP

EUA vão abrir fronteiras para vacinados a partir de 8 de novembro

Segundo a Casa Branca, serão aceitos viajantes que tenham se vacinado com imunizantes aprovados pelo FDA e pela OMS

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2021 | 10h20
Atualizado 15 de outubro de 2021 | 11h29

Os Estados Unidos vão liberar a entrada no país de viajantes totalmente vacinados contra a covid-19 a partir de 8 de novembro. Segundo a Casa Branca, serão aceitos viajantes que tenham se vacinado com imunizantes aprovados pelo FDA e pela OMS.

A medida vale para todos os países, inclusive o Brasil, e substitui o atual sistema, que restringe o voo de estrangeiros de determinados países e impõe outras restrições, como quarentenas obrigatórias. O país manterá a exigência de que o passageiro apresente um teste negativo de covid-19 feito até 3 dias antes do embarque.

A Casa Branca havia informado anteriormente que todas as vacinas disponíveis nos EUA e as aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) serão aceitas (veja mais abaixo).

"A nova política de viagens dos EUA, que exige vacinação para viajantes estrangeiros nos Estados Unidos, começará em 8 de novembro. Este anúncio e data se aplicam a viagens aéreas internacionais e terrestres. Essa política é pautada pela saúde pública, rigorosa e consistente", afirmou Kevin Munoz, secretário de imprensa assistente da Casa Branca.

Os EUA começaram a impor limitações para viajantes não essenciais nas fronteiras terrestres em março de 2020, como uma forma de conter a pandemia da covid-19. Antes, em janeiro, o então presidente americano, Donald Trump, já havia imposto restrições a viajantes não americanos vindos da China - medida posteriormente estendida a dezenas de outros países.

Na terça-feira, 12, a Casa Branca anunciou que suspenderia as restrições em suas fronteiras terrestres e para travessias de balsa com o Canadá e o México para estrangeiros totalmente vacinados no início de novembro. Nestes casos, os requisitos são semelhantes, mas não idênticos, aos anunciados no mês passado para viajantes internacionais.

Enquanto viajantes estrangeiros de fora dos EUA deverão apresentar comprovante de vacinação antes de embarcar em voos para o país - e terão de apresentar comprovante recente de teste negativo para covid-19 -, visitantes estrangeiros que cruzarem uma fronteira terrestre não precisarão apresentar teste recente de covid-19.

Vacinas aprovadas nos EUA

Atualmente, o CDC considera "totalmente vacinado" contra a covid-19 quem tomou os imunizantes aprovados para uso emergencial no país: da Pfizer, da Moderna e da Janssen (vacina em dose única da Johnson & Johnson), a partir de duas semanas após a segunda dose das vacinas da Pfizer e da Moderna, e duas semanas após a dose única da vacina da Janssen. 

O site do CDC sobre viagens internacionais faz uma ressalva e diz que "a orientação também pode ser aplicada a vacinas contra a covid-19 que foram listadas para uso emergencial pela Organização Mundial de Saúde (por exemplo, a vacina de Oxford/AstraZeneca)".

Entre os imunizantes aprovados pela OMS está a CoronaVac, vacina da fabricante chinesa Sinovac que no Brasil é produzida e distribuída em parceria com o Instituto Butantan.

As vacinas autorizadas pela OMS até o momento são: Pfizer/BioNTech; Moderna;  Oxford/AstraZeneca; produzida no Brasil pela Fiocruz; Janssen (Johnson & Johnson); SinoPharm; e CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan./ Com informações de REUTERS e AFP

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