Joshua Lott/AFP/Getty Images
Joshua Lott/AFP/Getty Images

EUA vão admitir no máximo 45 mil refugiados em 2018, menor número em décadas

Nível é o mais baixo desde que o programa foi estabelecido, em 1980; governo alega necessidade de 'defender o povo norte-americano'

O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 19h24

WASHINGTON - Os Estados Unidos pretendem admitir um máximo de 45 mil refugiados no ano fiscal de 2018. A quantidade é a mais baixa já estabelecido desde 1980, quando o programa de refugiados começou. Segundo o governo, a mudança busca garantir "a segurança do povo norte-americano". 

O Departamento de Estado enviou ao Congresso o número máximo de refugiados que serão admitidos no próximo ano fiscal nesta quarta-feira, 27. O ano fiscal começa em 1º de outubro de 2017 e termina em 30 de setembro de 2018. 

Os EUA aceitarão apenas 1.500 refugiados vindos da América Latina e Caribe, uma forte queda em relação ao valor deste ano fiscal - quando foram aceitos 5 mil. Da África poderão chegar até 19 mil refugiados - ante os 35 mil atuais. Para a região do Oriente Médio e Sul da Ásia, o limite é de 17 mil, frente aos 40 mil do período atual. 

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Por último, o país poderá receber apenas 5 mil refugiados do leste asiático - neste ano fiscal foram 12 mil. O limite da Europa e do centro da Ásia caiu pela metade - passou de 4 mil para 2 mil.

Esses são os níveis mais baixos desde que o programa de refugiados dos Estados Unidos foi estabelecido em 1980 e foram decididos após um intenso debate entre as agências do governo. 

Os Estados Unidos receberam 85 mil refugiados no ano fiscal de 2016. No ano de 2017, o limite, estabelecido pelo então presidente Barack Obama era de 110 mil, mas na prática apenas 54 mil teriam sido permitidos. 

Donald Trump, que durante a campanha eleitoral de 2016 criticou a política em relação aos refugiados e alertou que alguns poderiam ser terroristas, proibiu temporariamenta a entrada no país da grande maioria de refugiados durante 120 dias, dentro de seu veto migratório. 

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O prazo acaba no próximo dia 24 de outubro, e o Departamento de Segurança Nacional está trabalhando em uma série de melhoras nos procedimentos de segurança. 

Uma fonte não identificada disse que o limite foi estabelecido levando em conta "a segurança do povo norte-americano" e lembrou que, apesar da redução, o país continua sendo o que mais acolhe refugiados, à frente do Canadá. / EFE

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