EUA vão aplicar sanções a autoridades do governo sírio

O governo dos Estados Unidos vai aplicar sanções contra três importantes integrantes do governo da Síria, contra a agência de inteligência do país e contra a Guarda Revolucionária do Irã por causa da repressão contra manifestantes que exigem reformas no governo sírio.

AE, Agência Estado

29 de abril de 2011 | 16h06

As penalidades, que serão anunciadas hoje, vão congelar quaisquer bens que os integrantes do governo, a diretoria da Agência Nacional de Inteligência da Síria e a Guarda Revolucionária do Irã possam ter em jurisdições norte-americanas. Além disso, vão proibir norte-americanos de fazer negócios com os alvos das sanções.

Dois graduados funcionários do governo disseram que o presidente Barack Obama autorizou as sanções para punir a pressão e os abusos aos direitos humanos cometidos pelas autoridades sírias que tentam conter os protestos no país. Mais de 450 pessoas morreram nas últimas cinco semanas.

As fontes não disseram os nomes das pessoas que serão penalizadas porque a ordem executiva de Obama e um anexo que identifica as pessoas físicas alvos das sanções ainda não foram oficialmente divulgados. Apesar disso, eles disseram que o presidente sírio, Bashar Assad, não está entre os nomes do anexo. Ele pode ser incluído mais tarde se a repressão continuar, afirmaram. Os funcionários do governo falaram em condição de anonimato.

Embora as sanções devam ter impacto limitado, porque se acredita que nenhum dos alvos tenha bens significativos em bancos norte-americanos, os funcionários disseram que a medida tem como objetivo mandar uma mensagem clara ao povo sírio de que os responsáveis pela repressão enfrentarão as consequências de seus atos e que nenhuma liderança síria ficará impune.

A Síria já está sob sanções dos Estados Unidos e é designada como "Estado patrocinador do terrorismo" pelo Departamento de Estado norte-americano. As novas sanções estendem as penalidades às pessoas físicas.

O Irã e sua Guarda Revolucionária também estão sob sanções similares dos Estados Unidos. Os funcionários disseram que a nova indicação à Guarda Revolucionária vai se somar às penalidades já impostas ao grupo e deixar claro que Washington acredita que a força policial fornece apoio material para ajudar as autoridades sírias na repressão aos manifestantes. As informações são da Associated Press.

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