EUA vão dinamitar união sul-americana, diz Venezuela

A possibilidade de que os Estados Unidos utilizem sete bases militares em território colombiano representa uma tentativa de "dinamitar" a união na América do Sul, afirmou neste domingo o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro. O ministro chegou a Quito para a reunião de chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

AE, Agencia Estado

09 de agosto de 2009 | 20h31

Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, concordou com o colega venezuelano, afirmando que a atuação norte-americana na Colômbia representa "um fator de desestabilização regional", segundo o jornal El Universo. "A Unasul está em plena fase de abertura e desenvolvimento", afirmou Maduro. Porém, segundo ele, algumas "elites", apoiadas pelo "império norte-americano", seguem pretendendo dinamitar a união da América do Sul".

Segundo o ministro, as bases "são parte de um plano para dinamitar a união da América do Sul, para dividir e converter a América do Sul em um território de desestabilização".

Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", publicada neste domingo, o vice-ministro da Defesa da Colômbia, Sergio Jaramillo, negou que os EUA instalarão bases em seu país. "Não haverá base americanas na Colômbia, de nenhum tipo", garantiu Jaramillo, apontando que houve "um grave problema de comunicação". O governo colombiano, com isso, buscou garantir que a presença norte-americana não ultrapassará as fronteiras do próprio país e não representam qualquer ameaça para a região.

A partir desta segunda-feira, chanceleres dos 12 países da Unasul discutirão a declaração do encontro, que deverá ser firmado pelos chefes de Estado na segunda-feira. Na cerimônia, o Chile passará ao Equador a presidência temporária do organismo. Não se sabe se haverá alguma referência direta à questão das bases. A Colômbia não enviou nenhum representante à cúpula da Unasul. O presidente Álvaro Uribe passou a semana passada em um giro pela região, reunindo-se com vários presidentes para explicar o possível acordo com os EUA. Uribe não passou por Venezuela nem por Equador, dois duros críticos da ideia.

As informações são da Associated Press.

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