EUA vão enviar técnicos ao Brasil para investigar denúncias de espionagem

Embaixador reconheceu o direito do País de protestar, mas não admitiu ação por parte do governo americano

Lu Aiko Otta - Brasília,

10 de julho de 2013 | 15h35

(Atualizada às 16h20) BRASÍLIA - O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, comprometeu-se a organizar uma equipe de especialistas em vários setores associados às comunicações para investigar as denúncias de espionagem de cidadãos brasileiros por agências americanas.

Em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, na terça-feira, Shannon disse que a equipe de técnicos deverá prestar esclarecimentos ao governo brasileiro. O embaixador entregou a Patriota um documento, de uma página, informando a criação do grupo de especialistas e se comprometendo a colaborar.

Shannon reconheceu como legítimo o direito do Brasil de protestar contra a suposta espionagem, mas em nenhum momento admitiu que seu governo tenha realizado tais atividades. Documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden indicam que e-mails e telefonemas de brasileiros foram monitorados e uma base de espionagem em Brasília teria sido montada pelos americanos.

Na terça-feira, o jornal O Globo noticiou que cidadãos da Colômbia, México, Argentina, Equador, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Paraguai, Chile, Peru, Brasil e El Salvador foram alvos do programa de monitoramento de ligações telefônicas e internet da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês).

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o governo brasileiro afirmou que "não autorizou nem tinha conhecimento das atividades denunciadas. A eventual participação de pessoa, instituição ou empresa do País nestas atividades é inconstitucional, ilegal e sujeita às penas da lei."/ Com informações da Agência Brasil

 

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