EUA vão reforçar proteção a forças especiais que mataram Bin Laden

Integrantes dos Seals da Marinha manifestaram preocupação com segurança de suas famílias

BBC

12 de maio de 2011 | 19h30

WASHINGTON - Menos de duas semanas depois de forças especiais americanas terem matado o líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, os EUA planejam reforçar a segurança em torno dos integrantes da missão.

 

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Segundo o secretário de Defesa, Robert Gates, integrantes das forças especiais Seals (sigla para Sea, Air and Land, ou Mar, Ar e Terra) da Marinha americana que executaram a missão no Paquistão manifestaram preocupação com sua segurança e, principalmente, a de suas famílias. "Estamos avaliando que medidas podem ser tomadas para aumentar a segurança", afirmou Gates, em visita a uma unidade militar no Estado da Carolina do Norte.

Após o anúncio da morte de Bin Laden, no dia 1º de maio, integrantes da Al-Qaeda prometeram vingança e novos ataques contra alvos dos Estados Unidos e de seus aliados. As próprias autoridades americanas reconheceram uma maior ameaça de ataques após a morte do líder da Al-Qaeda, acusado de ser o principal mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Segredo

Segundo o secretário, desde a morte de Bin Laden aumentaram as ameaças contra forças americanas, e o governo tem redobrado os esforços "para proteger as identidades dos que participaram da missão" e manter os detalhes da operação em segredo.

Gates disse que, quando a morte de Bin Laden foi anunciada, as autoridades reunidas na Casa Branca concordaram em não divulgar qualquer detalhe operacional da missão. No entanto, disse o secretário, esse plano acabou sendo prejudicado pelo vazamento de informações na imprensa.

O líder da Al-Qaeda foi morto quando as forças especiais americanas invadiram a mansão em que ele vivia escondido, na cidade de Abbottabad, a cerca de 100 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad.

 

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