EUA vão tirar impressões digitais de quem visitar o país

Os EUA anunciaram hoje a instalação, em seus pontos de entrada, de controles eletrônicos das impressões digitais dos visitantes, a fim de ampliarem sua chance de deter os potenciais terroristas antes de eles conseguirem pôr os pés no país. Os indivíduos que pertencerem à categoria dos que inspiram "alta preocupação para a segurança nacional" e obtiverem visto de entrada e permanência por mais de 30 dias deverão apresentar-se periodicamente a uma agência do Serviço de Imigração para avaliação - um procedimento revivido dos tempos da Segunda Guerra mundial. "Em 11 de setembro, a definição de segurança nacional mudou para sempre nos EUA", disse o secretário de Justiça John Ashcroft ao anunciar as medidas lembrando a data em que ocorreram os atentados. Tais medidas figuram entre as mais drásticas até hoje aplicadas no controle de imigrantes após os atentados em Nova York e Washington, naquela data. Embora Ashcroft não o tenha dito, fontes da Imigração disseram que serão aplicadas particularmente a pessoas procedentes de países islâmicos e do Oriente Médio. Ashcroft indicou que o procedimento, que já está sendo aplicado em alguns pontos de entrada e que será posto totalmente em vigor "no prazo mais breve possível" não demorará mais do que 3 minutos por pessoa. As impresssões digitais dos visitantes serão comparadas com as existentes em um banco de dados, que inclui a de "milhares de conhecidos terroristas", disse Ashcroft. As novas normas serão aplicadas a pessoas que permanecerem no país por mais de um mês e se baseiam em uma lei de registro de estrangeiros que foi posta em vigência nos anos 40, dudrnate o guerra. Nos últimos meses, Ashcroft anunciou dráticas mudanças nas nonrmas de controle de imigrantes, que vão desde a limitação de sua permanência no país até o monitoramento das atividades dos estrangeiros. "A meta é evitar que os terroristas entrem no país", disse. Explicou qeu as autoridades verificarão a situação em que se encontram os suspeitos que tenham recebido vistos de entrada mediante a comprovação de que "estão vivendo onde disseram que iriam viver e que estão fazendo o que disseram que fariam". Ashcroft disse que tal sistema de controle já foi colocado em prática pro alguns países europeus, especialmente pela França, e que ele dá garantias de que "os visitantes não desaparecerão depois de entrarem nos EUA". Mas a nova regulamentação - que não depende de aprovação do Congresso - provocou de imediato críticas por parte dos grupos que representam os imigrantes. Timothy Edgar, membro da União de Liberdades Civis dos EUA, disse que o governo do presidente George W. bush estava "isolando, pouco a pouco", as comunidades muçulmana e árabe". "A decisão anunciada hoje tem de ser vista no contexto de todas as ações empreendidas desde setembro contra os descendentes de árabes", acrescentou.

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