EUA veem risco em adiar tratado nuclear com Rússia

A Casa Branca afirmou ontem que a "segurança nacional será colocada em risco" se o Tratado de Redução dos Arsenais Nucleares entre Estados Unidos e Rússia, o Novo Start, não for aprovado até o fim do ano. A advertência do vice-presidente americano, Joe Biden, foi uma reação à decisão dos republicanos de adiar a votação para 2011. O impasse é o primeiro de uma série de conflitos previstos para os próximos dois anos, quando os republicanos dominam o Congresso.

AE, Agência Estado

18 de novembro de 2010 | 09h35

Assinado em abril, o tratado impõe um limite ao estoque de ogivas nucleares dos dois países, de 1.550 unidades, e tetos para os arsenais de lançadores de mísseis balísticos e de bombas equipadas com explosivo nuclear. O acordo marcou o chamado recomeço das relações bilaterais entre Washington e Moscou, que envolveu também o apoio dos EUA ao ingresso da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Rússia se comprometeu a votar em favor das sanções contra Teerã no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e permitiu o envio de suprimentos americanos, por seu território, para as tropas americanas no Afeganistão.

"O Novo Start é uma peça fundamental do nosso relacionamento com a Rússia, país que tem sido chave para nossa tarefa de abastecer as tropas no Afeganistão e para as sanções contra o programa nuclear iraniano", afirmou Biden. O vice-presidente reiterou os planos da Casa Branca de investir US$ 80 bilhões na atualização do arsenal nuclear americano nos próximos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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