EUA vetam resolução da ONU que considera colônias de Israel ilegais

Americanos afirmam que levar caso dos assentamento ao órgão dificultará acordo de paz

Associated Press

18 de fevereiro de 2011 | 19h41

NOVA YORK - Os EUA vetaram nesta sexta-feira, 18, a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que consideram os assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados por Israel como "ilegais" e pede a interrupção imediata da expansão das colônias.

 

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Todos os 14 membros do Conselho de Segurança da ONU votaram a favor da resolução. Os EUA, país com a qualidade de membro permanente, tem o poder de vetar qualquer decisão do órgão. A decisão deve enfurecer as nações árabes e os apoiadores dos palestinos.

 

Os EUA se opõem a novos assentamentos de Israel na Cisjordânia, mas afirmam que levar o assunto para a ONU só vai complicar os esforços para que seja retomado o processo de paz entre palestinos e israelenses e dificultar uma possível solução de dois estados no Oriente Médio. A questão das colônias é um dos pontos mais sensíveis das discussões.

 

Os palestinos, que só retornarão ao diálogo se Israel paralisar completamente a expansão dos assentamentos, se reuniram nesta sexta e decidira pressionar a ONU para se pronunciar sobre os assentamentos. Os EUA, porém, posicionaram-se ao lado dos israelenses, seus aliados históricos. Foi o décimo veto dos EUA sobre o assunto desde 2001 e o primeiro sob a administração de Barack Obama. O último veto havia sido dado em novembro de 2006.

 

Na quinta-feira, o presidente dos EUA disse por telefonema ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que "haverá repercussões para as relações entre palestinos e americanos" se os esforços para levar a questão dos assentamentos ao Conselho de Segurança e "se fossem ignorados os pedidos sobre a questão, principalmente porque foram sugeridas outras alternativas".

 

O processo de paz foi retomado em setembro do ano passado graças à mediação americana, mas o fim de uma moratória temporária decretada por Israel sobre a expansão das colônias voltou a esfriar o diálogo. A questão dos refugiados palestinos e o status de Jerusalém são outras complicações que devem ser discutidas entre as partes.

 

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