EUA vinculam ajuda  adicional ao Iraque à formação de governo

Estamos preparados para considerar opções adicionais à medida que o governo do Iraque comece a ser reconstruído, diz Kerry

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 10h23

SIDNEY -  Os Estados Unidos estudarão conceder mais assistência militar, econômica e política ao Iraque quando um novo governo  for formado, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta terça-feira, 12.

Kerry pediu ao novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, que forme rapidamente um novo governo. Segundo ele, os líderes iraquianos precisam reconquistar a confiança de seus cidadãos, com medidas para demonstrar sua determinação.

Os comentários de Kerry em Sidney foram feitos após uma declaração do presidente dos EUA, Barack Obama, de que o Iraque havia dado um “promissor passo adiante” ao designar Abadi como novo primeiro-ministro. 

“Estamos preparados para considerar opções adicionais políticas, econômicas e de segurança à medida que o governo do Iraque comece a ser reconstruído”, disse Kerry em uma coletiva de imprensa junto ao secretário de Defesa Chuck Hagel.

Hagel disse que os Estados Unidos estão preparados para considerar mais apoio militar ao Iraque. Kerry descartou a utilização de tropas terrestres dos EUA para combate. “Vamos esperar e ver quais futuros pedidos este novo governo vai fazer e vamos considerar (as opções) com base nesses pedidos”, disse Hagel.

Os EUA defendem a saída do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que está no poder há oito anos, embora Maliki não tenha dado sinais de abrir mão do poder. Os americanos culpam Maliki de fracassar em chegar a um consenso e em inflamar a violência sectária que tem fragmentado o Iraque. 

Nos primeiros ataques aéreos no Iraque desde que as tropas dos EUA deixaram o país, em 2011, aviões de guerra norte-americanos bombardearam combatentes do Estado Islâmico no Iarque e no Levante (Isil) como parte de um esforço para parar o avanço dos militantes, que tomaram o controle de grandes faixas de território.  Os rebeldes extremistas agora parecem prontos para tentar tomar Arbil, capital do Curdistão. / REUTERS 

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