EUA viram avanço na saída de Guimarães do ministério

A Embaixada dos EUA em Brasília considerou um avanço a substituição de Samuel Pinheiro Guimarães por Antonio Patriota no segundo cargo mais importante da hierarquia do Itamaraty, em 2009.

, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

Telegrama enviado ao Departamento de Estado, em 20 de novembro de 2009, divulgado ontem pelo WikiLeaks, descreve Patriota como "ansioso" para dar impulso às relações bilaterais com Washington, enquanto Guimarães seria "antiamericano". Patriota será ministro das Relações Exteriores do governo de Dilma Rousseff.

Resultado de uma conversa entre Patriota e um graduado diplomata americano, o texto não fala sobre mudanças na relação entre os dois países, prejudicada na época pela crise de Honduras e pelo acordo militar entre EUA e Colômbia. "Ele fará isso com base na perspectiva nacionalista do Itamaraty, que se mantém cauteloso e suspeito das ações e das razões dos EUA", diz o texto. "Patriota deixou claro que o Brasil procura uma aproximação aos EUA,mas que o fará conforme seus próprios termos."

O embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, afirmou em telegrama de 11 de janeiro que o Itamaraty estava "ansioso" para relançar as relações com os EUA. A conclusão veio após Amorim ter rompido o protocolo e recebido Shannon pouco depois de o embaixador ter apresentado suas credenciais. "Não foi um tratamento usual a um novo embaixador", diz o texto.

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