EUA vivem clima de guerra

As imagens de Nova York e Washington mostradas pelas TVs são típicas de guerra. Parte de Nova York está coberta por fumaça e as duas torres do World Trade Center, símbolos maiores do poder econômico e financeiro dos Estados Unidos, estão no chão. Ao mesmo tempo, todos os prédios públicos estão evacuados em Washington. Na capital americana, o Pentágono também está parcialmente em chamas, embora não se saiba ainda exatamente o motivo. Os prédios na capital estão cercados por veículos militares. Soldados armados cercam a Casa Branca. Nova York e Washington vivem, na prática, um estado de emergência militar. O ataque terrorista de hoje já pode ser considerado o maior ataque sofrido pelos EUA em toda a sua história desde Pearl Harbor. Porém, a tragédia desta vez tem aspectos inéditos. A diferença é que Pearl Harbor era uma ilha, enquanto os alvos desta terça estão no território continental dos EUA, e representam as duas cidades que sediam o poder americano - o político, em Washington, e o econômico, em Nova York.Sirenes de bombeiros, ambulância e polícia dão o clima no centro de Washington. Há muita gente nas calçadas tentando usar telefones celulares, que não funcionam. Não chega a ser um clima de pânico, mas há muita perplexidade. As ligações internacionais são quase impossíveis de serem realizadas. A Casa Branca foi evacuada. O Serviço Secreto uniformizado patrulha o perímetro de até dois quarteiros da mansão presidencial, armados de rifles automáticos. Prédios do governo federal estão sendo protegidos por caminhões pesados. Seus funcionários, bem com os do FMI, Banco Mundial, BID e de escritórios particulares do centro, foram evacuados dos prédios. A Sears Tower, em Chicago, também foi evacuada. Todos os aeroportos dos Estados Unidos foram fechados. As pessoas evitam o uso do metrô, temendo que também seja alvo de explosões.

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