EUA voltam a defender recontagem de votos na Venezuela

O governo dos Estados Unidos alegou nesta terça-feira não estar "em condições" de parabenizar o candidato governista Nicolás Maduro por sua vitória nas eleições presidenciais de domingo na Venezuela e qualificou como "difícil de explicar" a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país de proclamá-lo vencedor sem a realização de uma recontagem dos votos. A legislação eleitoral venezuelana, no entanto, não contempla a possibilidade de recontagem de votos.

AE, Agência Estado

16 de abril de 2013 | 15h29

Patrick Vendrell, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse em entrevista coletiva que Washington "está preparado para trabalhar com qualquer governo que resulte" do processo eleitoral. "Mas diante do ocorrido, estamos consultando parceiros-chave, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE) e outros vizinhos regionais, para analisar o caso."

Maduro foi declarado vencedor das eleições presidenciais de domingo depois de ter vencido o pleito por uma margem de 1,77 ponto porcentual sobre o candidato de oposição, Henrique Capriles. O opositor vem afirmando que só reconhecerá a derrota caso haja uma recontagem.

Washington é uma das poucas capitais do mundo que ainda não emitiram mensagem de felicitação a Maduro pela vitória nas urnas. Maduro foi declarado pelo falecido presidente Hugo Chávez como seu herdeiro político. EUA e Venezuela têm mantido relação distante - e por vezes turbulenta - desde a chegada de Chávez ao poder, em 1999. As informações são da Associated Press.

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