EUA voltam a enviar ajuda de alimentos para Coréia do Norte

Abastecimento de suprimentos interrompido por denúncias de corrupção de Pyongyang é retomado em junho

Efe,

16 de maio de 2008 | 14h34

Os Estados Unidos restabelecerão o envio de ajuda alimentar à Coréia do Norte e levarão cerca de 500 mil toneladas de comida ao longo do próximo ano, segundo anunciou nesta sexta-feira, 16, a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) do Departamento de Estado. O acordo com Pyongyang foi obtido após semanas de conversas sobre como seria distribuída a ajuda e não tem relação com as conversas para conseguir o desarmamento nuclear norte-coreano, especificou o Departamento.   A ajuda de alimentos dos EUA para a Coréia do Norte havia sido suspensa em 2005 após denúncias de que esta assistência não chegava às vítimas das crises de fome, mas era desviada para o militares e para personalidades do regime. As conversas para retomar a ajuda começaram após Pyongyang reconhecer que carecia de reservas para alimentar sua população.   O Departamento de Estado afirma que o pacto não guarda relação com as conversas para persuadir Pyongyang a abandonar seu programa de armamento nuclear Os dois países, explica a USAID, "acordaram as condições para uma melhora substancial na supervisão" de como se entrega a ajuda para garantir que os destinatários adequados a recebem.   As ONGs alertaram do risco de uma crise de fome no país asiático diante do aumento dos preços dos alimentos e da resistência dos doadores a fornecer mais assistência. Segundo a Usaid, a ajuda começará a ser entregue no próximo mês, "diante da urgência gerada pelas carências de alimentos na Coréia do Norte", e continuará durante um ano.   A continuidade da ajuda estará condicionada ao êxito de uma próxima reunião de especialistas em Pyongyang para resolver questões operacionais. A maior parte da assistência, 400 mil toneladas, será distribuída através do Programa Mundial para a Alimentação da ONU, enquanto as outras 100 mil toneladas seriam entregues através de ONGs americanas.

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