EUA voltam a ser acusados de torturar presos

Os Estados Unidos enfrentam novas acusações de terem praticado tortura contra prisioneiros mantidos no Iraque e na base militar da baía de Guantánamo, em Cuba. As denúncias, com base em testemunhos de agentes do FBI, são parte de um processo judicial movido contra o governo norte-americano pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU, em inglês). O Pentágono promete investigar as denúncias.Alguns dos documentos liberados ao público são datados de poucos meses após o escândalo de tortura de iraquianos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá. Um dos memorandos que vieram à tona nesta segunda-feira traz o relato de um agente do FBI que diz ter visto "abusos físicos graves" no Iraque. Ele descreve espancamentos, estrangulações e cigarros acesos sendo apagados nas orelhas dos detentos.A ACLU afirma que alguns detentos em Guantánamo ? em sua maioria capturados durante a ofensiva militar contra a Al-Qaeda e o regime do Talebam no Afeganistão, em 2001 ? foram mantidos acorrentados no chão em posição fetal por mais de 24 horas. De acordo com a acusação, os presos teriam ficado sem receber comida e água e tiveram acesso negado ao banheiro.O diretor-executivo da ACLU, Anthony Romero, disse que as autoridades não podem mais deixar de prestar contas à população dizendo que os soldados agiram por iniciativa própria. A ACLU utilizou instrumentos legais que obrigam o governo dos Estados Unidos a dar acesso à informação.

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