EUA voltam ao Conselho de Direitos Humanos

Depois de oito anos ausentes dos debates sobre direitos humanos na ONU, os EUA retornaram ontem às reuniões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, com um polêmico cartão de visitas. A Casa Branca está apresentando uma proposta para garantir a total proteção da liberdade de expressão por governos de todo o mundo. Para isso, quer envolver os países islâmicos em um acordo. No entanto, algumas nações, como a Argélia, pressionam a ONU para aceitar o fato de a liberdade de expressão ter limites e ofensas ou críticas às religiões não podem ser toleradas.

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

Os países ocidentais rejeitam essa tese. Para tentar superar as diferenças, a Casa Branca tenta atrair o apoio do Egito para que a proposta seja apresentada como uma iniciativa cultural de interesse amplo. Em 2001, durante o governo de George W. Bush, a participação dos EUA no órgão - que na época ainda se chamava Comissão para os Direitos Humanos - não foi aprovada pela maioria de seus membros. A exclusão foi a primeira desde a criação do órgão, em 1947, e refletiu a frustração do mundo com os EUA.

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