EUA/eleições: 2 Estados que valem uma Casa Branca

Barack Hussein Obama, 44º presidente dos Estados Unidos, e Willard Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, finalizam nesta terça-feira uma das mais acirradas disputas eleitorais das últimas décadas. Empatados rigorosamente nas pesquisas de opinião nacionais, o democrata e o republicano também têm chances reais nos Estados decisivos para se consagrarem vitoriosos no Colégio Eleitoral, a instância final de escolha indireta.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE, Agência Estado

04 de novembro de 2012 | 07h34

Passados quatro anos da mobilização eleitoral sem precedentes do primeiro afro-americano candidato à Casa Branca, com a bandeira da "mudança", Obama enfrenta dificuldade em motivar os democratas a votar por ele. Romney, sem conseguir se firmar como conservador radical nem retomar sua versão moderada original, patina em redutos republicanos.

A eleição de terça-feira - que define também todos os 435 deputados, 33 dos 100 senadores e 11 governadores, além de uma incontável série de propostas nos Estados - tende a se converter no recorde de menor comparecimento nas urnas nos EUA e um caso de estudo sobre votos úteis. Assim como todas as disputas ao fim do primeiro mandato de um presidente, trará o forte caráter de referendo.

Obama carrega os passivos da economia americana ainda com água na altura do pescoço. Romney suporta o peso dos projetos que o aproximam da pauta de governo de George W. Bush na esfera internacional e da guinada para a direita radical. No fim das contas, trata-se da disputa entre um negro com nome árabe e um branco mórmon e milionário em um país ainda mergulhado em preconceitos.

Obama e Romney estão empatados nas pesquisas nacionais. A média calculada pelo Real Clear Politics (RCP) com base nas consultas mais recentes, os mostrava com o mesmo porcentual de intenção de votos - 47,4% - no dia 1.º. Os indecisos e desinteressados somam 5%.

Mas a chave da eleição americana, como sempre acontece, estará no resultado de apenas 11 dos 50 Estados.

Nesses lugares, os eleitores relativamente "valem" mais do que em outros rincões dos EUA porque têm o poder de decidir a disputa. Os de Ohio e da Flórida têm sido os mais caçados por Obama e Romney. Os da Califórnia e do Texas, esquecidos.

O sistema eleitoral americano dá a cada Estado um número de delegados para o Colégio Eleitoral. Mesmo sendo a maior economia do país e detentora de 55 delegados, a Califórnia é tradicionalmente democrata. Já está nas contas de Obama. O Texas, com seus 38 delegados e seu amplo grupo de bilionários, é tradicionalmente republicano. Obama raramente passou por ali durante a campanha.

Os 11 Estados não têm fidelidade partidária. Juntos, respondem por 146 delegados e se tornaram os terrenos desta batalha eleitoral. Nas contas do RCP, Obama tem assegurado 201 delegados nos Estados democratas. Romney, 191 entre os republicanos. Ganhar a maioria dos eleitores da Flórida significa somar mais 29 delegados. Em Ohio, 18, e na Pensilvânia, 20. A conta fechará para quem somar 270 delegados. Esse candidato conduzirá os EUA entre 2013 e 2017. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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