EUA/eleições: relação estável com Brasil deve se manter

Apesar da proximidade das eleições nos Estados Unidos, a disputa entre o presidente Barack Obama e seu rival, Mitt Romney, não tem causado grandes impressões no governo brasileiro. A avaliação é que, com democratas ou republicanos no poder, não haverá grandes mudanças na "estável" relação entre Brasília e Washington.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

04 de novembro de 2012 | 09h32

No Palácio do Planalto, no entanto, não se esconde um certo apreço por Obama - não apenas pela tradicional identificação dos governos brasileiros desde o fim da ditadura com o discurso democrata, mas também por um certo temor de que a volta dos republicanos ao poder poderia significar também o retorno das políticas econômicas extremamente liberais que provocaram a crise de 2008.

Hoje, o Brasil acusa o governo americano de ser o maior responsável pela supervalorização do real, com sua política de "afrouxamento monetário". Ainda assim, a avaliação é que Obama tentou pôr um freio no mercado. Já as propostas republicanas de baixar impostos e liberar investimentos não agradam aos ouvidos brasileiros.

A avaliação em Brasília é que os dois países estabeleceram uma relação estável e houve avanços em diversas áreas, especialmente na questão dos vistos. Apesar de a exigência ainda não ter prazo para acabar, os EUA investiram em formas de facilitar a concessão do documento aos brasileiros - e hoje o Brasil ultrapassa a China como o país que mais recebe vistos americanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAeleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.