EUA/VETERANOS

O presidente dos EUA, Barack Obama, prestou homenagem aos veteranos das forças armadas do país neste domingo no Cemitério Nacional de Arlington (Virgínia), nos arredores de Washington. Ele elogiou "os heróis que ao longo de gerações serviram esse nosso país com distinção". Ao colocar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, Obama lembrou "todos os membros dos serviços [militares] que já vestiram o uniforme de nossa nação".

OBAMA PRESTA HOMENAGEM A VETERANOS, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 16h33

O que será comemorado nos EUA nesta segunda-feira como o Dia do Veterano é celebrado na Europa como o Dia do Armistício, para lembrar a assinatura do acordo que encerrou a I Guerra Mundial em 1918. Os EUA comemoram seus militares duas vezes por ano: a outra é o Memorial Day, em maio.

Discursando no anfiteatro do cemitério de Arlington, Obama disse que os EUA nunca esquecerão o sacrifício feito pelos veteranos e por suas famílias. "Nenhuma cerimônia ou parada, nenhum abraço ou aperto de mão são suficientes para honrar verdadeiramente aquele serviço" e que o país precisa comprometer-se, todos os dias, "a servir vocês tão bem como vocês nos serviram".

O secretário para Assuntos de veteranos, Eric Shinseki, disse que um relatório a ser publicado nas próximas semanas deverá mostrar uma queda de 15 mil no número de veteranos que são moradores de rua nos EUA desde 2009. Há cerca de 22 milhões de veteranos das forças armadas nos EUA e cerca de 14% dos sem-teto norte-americanos são veteranos.

Havia 75.609 veteranos vivendo nas ruas em 2009; graças a uma campanha lançada por Shinseki naquele ano, no fim de 2011 aquele número havia sido reduzido para 67.497. A Administração de Veteranos, que implementa o programa teve um orçamento de US$ 9,5 bilhões nos anos de 2011 e 2012 e está pedindo uma verba de US$ 11,9 bilhões para os próximos dois anos.

Shinseki, um general reformado do Exército que comandou tropas dos EUA no Iraque, havia prometido chegar a 2015 sem nenhum veterano morando nas ruas. Essa meta é considerada pouco realista por ativistas que atuam no setor. "É tolice dizer que isso vai acabar em 2015. É uma questão que precisa ser prioridade durante décadas", disse Bob McElroy, do Projeto Alpha, que ajuda os sem-teto de San Diego (Califórnia), cidade marcada pela presença de grandes instalações da Marinha e dos Fuzileiros Navais. Segundo ele, o que é necessário é um compromisso de longo prazo para lidar com as questões que levam pessoas a viver nas ruas: doença mental, pobreza, desemprego e vício em álcool ou drogas.

Uma das preocupações dos ativistas da área é o que vai acontecer se ou quando as necessidades aumentarem. Cerca de 180 mil pessoas deixam as forças armadas dos EUA todos os anos e esse número vai crescer, já que o Pentágono tem o plano de reduzir os efetivos em 100 mil pessoas ao longo dos próximos anos. Embora poucos veteranos das guerras no Iraque e no Afeganistão tenham aparecido nos abrigos para sem-teto até agora, os especialistas acreditam que esse número deverá crescer no futuro. "Vimos que muitos dos problemas dos homens e mulheres que serviram na Guerra do Vietnã não emergiram durante décadas", disse McElroy.

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