Eurocontrol descarta alterações graves no tráfego aéreo por nuvem de cinzas

Atividade do Grimsvötn está mínima, segundo o Departamento de Defesa Civil islandês

Efe

26 de maio de 2011 | 09h42

Vulcão islandês Grimsvötn não está mais expelindo cinzas, apenas vapor de água

 

 

BRUXELAS - A Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol) indicou nesta quinta-feira, 26, que o espaço aéreo europeu se encontra completamente aberto e afirmou que não se esperam alterações graves no tráfego aéreo nas próximas 48 horas por consequência das cinzas do vulcão islandês Grimsvötn.

 

A Eurocontrol explicou que ainda existem áreas limitadas com concentração de cinzas na Europa, mas que a previsão é que tenham muito pouco ou nenhum impacto nos voos.

 

Entre segunda e quarta-feira foram cancelados na Europa 900 dos 90 mil voos previstos, lembra a agência no relatório da manhã desta quinta-feira, o último que deverá fazer se a situação não voltar a se complicar.

 

Desde que o Grimsvötn entrou em erupção, no sábado, foram afetados, além do espaço aéreo islandês, os do Reino Unido e da Alemanha, onde ocorreu a maior parte dos cancelamentos de voos.

 

Não se descarta que a nuvem vulcânica possa avançar em direção a outras partes da Europa em função das condições meteorológicas, mas a presença das cinzas não necessariamente ocasionará o fechamento de espaços aéreos.

 

Atividade mínima

 

A atividade do Grimsvötn se reduziu ao mínimo e só expulsa de forma ocasional vapor de água à atmosfera, informou nesta quinta o Departamento de Defesa Civil islandês.

 

As autoridades islandesas informaram que nenhum fato importante ocorreu na noite passada no vulcão, embora ainda exista a possibilidade de explosões na cratera, por isso é mantida a recomendação de aproximação inferior a dois quilômetros.

 

O Grimsvötn, situado sob a geleira Vatnajökull, não expulsa cinza à atmosfera há mais de 24 horas. Nas horas posteriores ao início da erupção, a nuvem de cinza chegou a alcançar os 20 mil metros, mas foi reduzindo progressivamente até o mínimo, apesar dos analistas calcularem que seguirá na atmosfera até o fim de semana.

 

Cientistas do Instituto Meteorológico da Islândia classificaram a erupção como a mais poderosa nesta ilha do Atlântico Norte desde a o Hekla em 1947.

 

Durante as primeiras 24 horas, o Grimsvötn expulsou mais cinza e mais rochas do que o Eyjafjallajökull em 40 dias no ano passado.

 

As análises realizadas pelo Instituto de Geociências da Universidade da Islândia revelaram que a cinza do Grimsvötn é mais pesada do que a do Eyjafjallajökull, por isso que não se deslocou tão facilmente pelas camadas altas da atmosfera.

 

A cinza procedente da erupção do Eyjafjallajökull causou graves problemas ao tráfego aéreo europeu há um ano, enquanto o Grismvötn gerou incômodos menores durante alguns dias nos países escandinavos, Reino Unido e Alemanha.

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