Europa condenam ofensiva israelense

União Européia (UE) pediu a Israel nesta sexta-feira, que pare de atacar o quartel-general do líder palestino Yasser Arafat em Ramallah e retire suas tropas desta cidade da Cisjordânia. Num comunicado emitido pela Espanha, que ocupa a presidência rotativa da UE, o bloco de 15 membros também condenou o atentado suicida promovido por uma palestina hoje em Jerusalém. Para a UE, a Autoridade Palestina deve adotar medidas para conter a atual "espiral de violência" e punir os responsáveis pelos recentes ataques. Mas o bloco sustenta que a luta de Israel contra o "terrorismo" e sua reação contra "os brutais ataques dos últimos dias" deve ser compatível com a segurança da Autoridade Palestina e de seu presidente, que são os "representantes legítimos do povo palestino". Na França, o presidente Jacques Chirac disse hoje que a violência no Oriente Médio não pode ser resolvida com o uso da força militar e o chanceler Hubert Vedrine criticou duramente os esforços israelenses para "asfixiar" Arafat. De acordo com Vedrine, Israel transformou Arafat numa obsessão pessoal. "É uma grande ilusão acreditar que, com Arafat fora dali ou substituído por outro líder, as coisas serão diferentes." Igor Ivanov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, lamentou hoje os ataques de Israel contra Arafat. Segundo ele, a crise no Oriente Médio não pode ser resolvida pela força militar. Ele disse que a Rússia está consultando os Estados Unidos e a UE para encontrar uma forma de conter a escalada de violência. Em Berlim, o governo alemão condenou a "bárbara" onda de atentados em Israel e pediu a palestinos e israelenses que demonstrem contenção e impeçam a escalada do conflito. O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, lembrou que a violência não levará ao fim do conflito. O governo italiano, por sua vez, pediu a Israel que garanta a segurança do líder palestino e respeite sua posição de presidente eleito.

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