Europa define doutrina para guerra contra armas proibidas

A União Européia (UE) anunciou que aceitaria a idéia de entrar numa guerra para combater a proliferação de armas de destruição em massa apenas se todos os meios diplomáticos estiverem esgotados. Durante uma reunião, os ministros de relações exteriores da UE aprovaram a estratégia em resposta às significativas diferenças que emergiram entre Washington e as capitais européias durante a crise iraquiana, com relação às formas de lidar com as armas de destruição em massa supostamente mantidas pelo regime de Saddam Hussein.Em princípio, de acordo com o documento, uma guerra só deve ser travada se houver aval do Conselho de Segurança da ONU. No entanto, os chanceleres europeus deixaram em aberto a questão da obrigatoriedade estrita de uma aprovação do Conselho. Cristina Gallach - porta-voz de Javier Solana, o comissário de defesa e exterior da UE - disse que a referência ao papel da ONU nesses casos foi redigida de forma ambígua intencionalmente, para satisfazer a todas as partes envolvidas no debate.Segundo a estratégia européia, quando a diplomacia falhar, "medidas coercivas de acordo com o Capítulo 7 da Carta da ONU e do direito internacional - sanções seletivas ou amplas, interceptação de cargas e uso da força - poderão ser consideradas". O documento sugere uma abordagem multilateral para conter a disseminação das armas de destruição em massa por meio de medidas capazes de aumentar o controle sobre as exportações, garantir o cumprimento dos compromissos de não-proliferação e promover coordenação segundo as Nações Unidas."Não partiremos imediatamente para a ação militar", disse Solana a jornalistas. "Algumas coisas precisam ser feitas antes de recorrermos à ONU para ver quais ações devem ser promovidas."

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