Europa desaprova "assassinato seletivo"

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, retornou nesta sexta-feira de sua primeira visita oficial à Europa. A viagem de dois dias sublinhou as diferenças em relação à França e Alemanha sobre uma série de assuntos, entre eles a controvertida política israelense de ?assassinato seletivo? de militantes palestinos suspeitos. Sharon disse que tentou explicar aos líderes alemães e franceses que os assassinatos eram um ato de autodefesa, com o objetivo de evitar ataques contra israelenses. "Não vou dizer que apoiamos ou aplaudimos", comentou Sharon sobre a resposta de seus anfitriões. Mas ele disse acreditar que os motivos de Israel foram compreendidos. As declarações do primeiro-ministro foram feitas ao Canal 2 da TV israelense. Confrontos Em confrontos ocorridos nesta sexta-feira em Hebron, na Cisjordânia, e nas proximidades do entroncamento de Karni, entre Israel e a Faixa de Gaza, 12 atiradores de pedras palestinos foram feridos pelo Exército israelense. Entre os feridos estavam dois garotos - um de 12 e outro de 14 anos - em condições graves de saúde, informaram médicos palestinos. Ainda nesta sexta-feira, oficiais de segurança israelenses, palestinos e norte-americanos reuniram-se para conversar sobre a frágil trégua negociada pelos Estados Unidos que entrou em vigor em 13 de junho. Após a visita do secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, na semana passada, as partes concordaram com um período de uma semana de calma, que seria seguida por mais seis semanas de "resfriamento" e, depois, por medidas de construção de confiança, entre as quais estaria o congelamento da expansão de assentamentos judaicos. Os palestinos alegam que o período de testes já se encerrou, com sucesso, nesta quinta-feira. Por sua vez, Israel alega que ainda nem começou a contar o período, argumentando que a violência palestina não cessou. Na reunião de segurança desta sexta, o representante norte-americano ficou do lado de Israel, disse Yarden Vatikay, porta-voz do Ministério da Defesa de Israel. Participantes palestinos não foram encontrados para comentar o assunto.

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