Europa discute queda do embargo de armas à Síria

Os líderes das nações europeias estão discutindo se devem derrubar o embargo de armas à Síria, afirmou nesta sexta-feira o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague. Segundo ele, as autoridades também estão pressionando os países árabes e os Estados Unidos a darem um novo impulso para acabar com o conflito que já dura vinte meses e, segundo os grupos da oposição, deixou perto de 40 mil mortos.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2012 | 15h46

Hague se reuniu hoje em Londres com Mouaz al-Khatib, chefe da Coalizão Nacional Síria para Forças de Oposição e Revolucionárias (CNS), mas afirmou que o Reino Unido ainda não se juntaria à França para reconhecer oficialmente o grupo como representante do povo da Síria.

Além do secretário, funcionários dos Estados Unidos, França, Alemanha, Catar, Turquia e outras nações participaram de reuniões com o líder da CNS. O objetivo dos encontros foi decidir a melhor forma de apoiar opositores ao regime do presidente Bashar Assad e reforçar a necessidade dos rebeldes em respeitar direitos humanos.

"Nós não podemos ficar parados, não podemos apenas dizer que deixaremos as coisas como estão na Síria. A situação está se deteriorando gravemente", declarou Hague a repórteres. "A nossa forma de responder deve ser bem julgada, bem pensada".

Ainda que o Reino Unido continue a vetar o envio de armas para os rebeldes da Síria, Hague confirmou que o Conselho de Segurança Nacional britânico discutiu o fim do embargo de armas da União Europeia (UE). O tema pode ser debatido em uma reunião de ministros europeus na segunda-feira.

Desde maio de 2011, a UE baniu a exportação de armas e equipamentos que poderiam ser usado para "repressão interna" na Síria. Em julho, o bloco de 27 nações pediu aos membros que inspecionassem qualquer embarcação ou aeronave suspeita de levar armamentos para o país governado por Assad.

A França já levantou a possibilidade do envio de "armas de defesa" para rebeldes, apesar do aviso russo de que a operação poderia violar a lei internacional.

Um oficial da União Europeia disse na quinta-feira que permitir que o envio de armas apenas para os rebeldes, mas não ao regime, seria algo muito difícil de ser controlado. Por essa razão, é improvável que a UE mude as regras, disse a autoridade.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas não impôs qualquer embargo de armas à Síria, visto que Rússia e China se recusam a apoiar medidas duras contra Assad.

As informações são da Associated Press.

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