Europa dividida na luta contra terrorismo

Grã-Bretanha, França e Alemanha realizaram hoje uma reunião tripartite na cidade de Ghent uma hora antes do início da cúpula dos 15 integrantes da União Européia (UE). Nesse encontro informal, que irritou profundamente seus parceiros da UE, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, o presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gehrard Schroeder, debateram aspectos de uma futura integração na campanha militar contra o saudita Osama bin Laden, no Afeganistão. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, ficou profundamente indignado. Berlusconi, que ofereceu ajuda militar aos EUA, classificou o encontro de "esnobe e prejudicial à unidade da UE". Blair, que tem liderado a ofensiva diplomática para formação da coalizão antiterrorista, justificou a reunião. "É importante que as nações envolvidas diretamente nas ações militares troquem informações. Foi o que fizemos." Chirac também alegou "razões estritamente militares". Tropas francesas devem entrar logo em ação. Na reunião formal, os líderes europeus reafirmaram o apoio da UE aos EUA na luta contra Bin Laden, mas sem citar o regime Taleban, num sinal de que uma ruptura pode estar se formando. Leia o especial

Agencia Estado,

19 Outubro 2001 | 19h03

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