Europa e EUA pedem que Mubarak negocie com oposição no Egito

Governo deve promover diálogo 'aberto e justo' e atender às reivindicações dos manifestantes

Agência Estado

31 de janeiro de 2011 | 12h29

 

WASHINGTON - A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu nesta segunda-feira, 31, que Hosni Mubarak inicie imediatamente conversações com a oposição e responda às aspirações dos manifestantes.

 

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"As legítimas exigências do povo egípcio devem ser atendidas. Suas aspirações de um futuro melhor e justo devem ser atendias com respondas urgentes, decisivas e concretas e com medidas verdadeiras", disse.

 

"Há necessidade de um avanço pacífico, baseado no diálogo aberto e sério com os partido opositores e todos os setores da sociedade civil, e nós acreditamos que isso precisa acontecer agora", disse Catherone aos jornalistas antes de uma reunião com ministros de Relações Exteriores da UE em Bruxelas (Bélgica).

 

EUA

 

Enquanto os protestos chegam ao sétimo dia e o líder da oposição, Mohamed ElBaradei, faz discursos voltados aos manifestantes, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o povo egípcio deve ter o direito de buscar a "democracia verdadeira" por meio do "diálogo nacional".

 

No domingo, o presidente dos EUA, Barack Obama, conversou com o primeiro-ministro britânico David Cameron. Segundo o governo dpo Reino Unido, "o primeiro-ministro e o presidente Obama concordam que o Egito precisa agora de um amplo processo de reforma política, com uma transição ordenada, liderada pelo próprio país, que leve a um governo que responda às queixas do povo egípcio e às suas aspirações para um futuro democrático".

 

Falando sobre o mesmo assunto, Stephen Hadley, conselheiro de segurança do ex-presidente George W. Bush, disse que Washington deve "resistir à tentação" de fazer pressão para uma agenda eleitoral acelerada no Egito. "O povo egípcio não deve ter de escolher apenas entre o governista Partido Democrático Nacional e a Irmandade Muçulmana (partido fundamentalista)", escreveu Hadley em artigo publicado nesta segunda. "Partidos não-islamitas precisam de uma oportunidade para emergir e participar do espaço político".

 

Os EUA, como outros países, já colocaram em prática planos de evacuação e pretendem retirar seus cidadãos do Egito hoje, com voos fretados pelo governo. O número de mortos já chega a pelo menos 125 e milhares de prisioneiros fugiram de cadeias em todo o país durante a noite, aumentando a insegurança. As informações são da Dow Jones.

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