Oscar Del Pozo/AFP
Oscar Del Pozo/AFP

Europa passa marca de 100 mil mortos por coronavírus

Autoridades dizem que continente atingiu 1 milhão de casos de covid-19; curva de infecções parece achatar em alguns países

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2020 | 21h03

BERLIM - O Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) anunciou neste domingo, 19, que a Europa ultrapassou a marca de 1 milhão de casos confirmados de covid-19 e mais de 100 mil mortos. O continente é responsável por cerca de dois terço do total de mortos no mundo. Puxando as estatísticas está a Itália, com maior número de óbitos, mais de 23 mil, e a Espanha, com o maior número de casos, 196 mil.

Apesar dos números altos, a situação na Europa vem melhorando. A quantidade de novos casos diminuiu, principalmente na Holanda, Itália e Espanha, o que vem levando vários governos europeus a discutir um relaxamento nas medidas de isolamento social. 

Esta semana, República Checa, Alemanha e Noruega planejam retomar algumas atividades econômicas. O governo checo começa na segunda-feira, 20, um plano de cinco etapas para a reabertura do país até o dia 8 de junho. Além da reabertura de lojas e mercados, a população já poderá viajar para o exterior, desde que cumpra uma quarentena de duas semanas após retornar.

A partir de segunda-feira, 20, na Alemanha, espaços comerciais com menos de 800 metros quadrados poderão reabrir as portas. Lojas de carro, bicicletas e livrarias também estão autorizadas a voltar a funcionar. Academias de ginástica, bares, restaurantes e megalojas continuam fechadas. 

Na Noruega, as crianças do jardim de infância poderão voltar às aulas na segunda-feira. O governo norueguês anunciou a retomada, a partir do dia 27, das atividades de escolas de ensino médio e universidades, salões de beleza, massagem e cabeleireiros.

Alguns países europeus já levantaram restrições na semana passada. A Itália permitiu a reabertura de livrarias, lavanderias, papelarias, lojas de roupas infantis em algumas regiões. As duras medidas de isolamento valem até o dia 4 de maio. 

Na Espanha, algumas fábricas voltaram a funcionar e obras do setor de construção civil foram retomadas. No entanto, a maioria das lojas permanece fechada e funcionários de escritório permanecem trabalhando de casa. As medidas de distanciamento social, segundo o governo espanhol, valem até o dia 3 de maio.

Em alguns países, como Áustria e Dinamarca, a retomada das atividades está mais adiantada. Na semana passada, o governo austríaco permitiu a abertura de parques públicos, pequenas lojas, embora com rígidas regras de distanciamento e uso de máscaras. As megalojas e os salões cabeleireiros estão programados para abrir a partir do dia 1.º de maio. Restaurantes e bares, apenas em meados do mês que vem.

Na Holanda, o governo registrou no domingo o menor número de mortes nas últimas três semanas, apenas 83. Mesmo assim, o governo do primeiro-ministro, Mark Rutte, ainda não relaxou nenhuma medida de restrição. Bares, restaurantes, clubes e academias de ginástica ficarão fechados até o dia 28. 

Polônia

Mas, enquanto a maior parte do continente respira um pouco mais aliviada, a Polônia registrou no domingo seu maior aumento em número de novos casos, com 545 infecções, segundo o Ministério da Saúde. Até então, o número de infecções vinha se mantendo estável, mas nunca havia ultrapassado a barreira de 500 em 24 horas.

A notícia preocupou as autoridades da Polônia, que tem mais de 9 mil casos confirmados e 360 mortes no total. Um porta-voz do Ministério da Saúde disse que o aumento foi associado à descoberta de três novos surtos – dois em casas de repouso e outro em um hospital.

Mesmo assim, o governo do primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, manteve o relaxamento de algumas medidas de isolamento. Na segunda-feira, parques públicos serão reabertos e o limite de pessoas em lojas e mercados será ampliado. O partido Lei e Justiça (PiS), que governa a Polônia, disse que o objetivo é aliviar os prejuízos causados pela pandemia. Segundo autoridades, as restrições custam cerca US$ 2,4 bilhões por dia ao país. /REUTERS 

 

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