Europa pede a Israel respeito à lei internacional

A União Européia exigiu hoje que Israel pare de violar o direito internacional com a política de execuções extrajudiciais e expressou preocupação com ciclo de represálias entre o Exército israelense e militantes palestinos. "O respeito às normas internacionais deveria estabelecer uma distinção entre os governos eleitos democraticamente e os grupos terroristas", assinala um comunicado da presidência de turno da UE, a cargo da Irlanda.A UE condenou o assassinato de Abdel Aziz Rantisi e dois guarda-costas, no sábado, na Faixa de Gaza, bem como o atentado desfechado horas antes por um atacante suicida palestino, que matou um soldado israelense no posto de controle de Erez, norte do território.Ao comentar o ataque a Rantisi, o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, seguiu a mesma linha de seu rival, o presidente George W. Bush. Disse hoje que Israel tem "todo o direito do mundo de responder a todo ato de terrorismo".Já a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, negou que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon - que esteve com Bush na quarta-feira -, tenha avisado os EUA que Israel ia assassinar Rantisi.Em protestos ocorridos hoje em diversos países árabes, dezenas de milhares de pessoas queimaram bandeiras israelenses e americanas e pediram vingança em campos de refugiados palestinos na Jordânia, na Síria e no Líbano e em universidades no Egito e no Kuwait.França, Grécia, Irã, Japão e Turquia denunciaram a ação israelense. Os governos de Suécia, China e Rússia observaram que o assassinato de Rantisi tende a agravar ainda mais o conflito entre israelenses e palestinos.

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